A Paraíba vive uma sexta-feira (6) de extremos meteorológicos. Enquanto a capital, João Pessoa, enfrentou o equivalente a um mês de chuva em apenas 12 horas (106,2 mm), o interior do estado, e especialmente o Cariri, mostrou que a instabilidade chegou em algumas cidades da região. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o estado sob Alerta Laranja da Paraíba em diversas cidades, prevendo que o tempo permaneça instável até o domingo (8).
Gurjão: O epicentro das águas no Cariri
No coração do Cariri Oriental, o município de Gurjão se tornou o grande destaque das últimas horas. Com um registro impressionante de 93,0 mm, a cidade recebeu uma das maiores cargas d’água da região em 2026. Esse volume é estratégico para a bacia do Rio Taperoá, mas também exige atenção redobrada da população para o risco de enxurradas e ventos intensos de até 100 km/h.
O mapa da chuva: Cariri, Sertão e Agreste
A chuva não escolheu apenas uma cidade; ela se espalhou por toda a Paraíba, trazendo acumulados significativos para os principais polos do estado.
Cariri e Região Pluviométrica (Dados AESA):
- Gurjão: 93,0 mm
- Desterro: 58,0 mm
- Pocinhos: 43,6 mm
- Barra de São Miguel: 37,3 mm
- Assunção: 36,0 mm
- Boqueirão (Açude): 33,0 mm
- Cabaceiras: 30,5 mm
- Caturité: 30,3 mm
- Livramento: 28,8 mm
- Parari: 25,8 mm
- Juazeirinho: 14,7 mm
- Junco do Seridó: 8,0 mm
- Ouro Velho: 6,0 mm
Cidades como Serra Branca, Soledade, Tenório, Coxixola, Santo André-PB e Prata permanecem em estado de vigilância. Embora os acumulados pontuais variem, a formação de nuvens carregadas segue sobre essas localidades com alta probabilidade de novas pancadas.
Outras Cidade da Paraíba:
- Cajazeiras (Açude Lagoa do Arroz): 104,4 mm (Destaque no Sertão)
- Teixeira (Maturéia): 81,8 mm
- Sousa (Marizópolis/Cajazeirinhas): Média de 48,4 mm a 69,5 mm
- Patos (EMBRAPA): 40,6 mm
- Campina Grande (EMBRAPA): 45,4 mm
- Guarabira: 18,2 mm (Volume mais discreto, mas sob alerta de instabilidade)
João Pessoa: 12 horas de caos e superação
Na capital, o volume de 106,2 mm registrado entre a madrugada e a manhã desta sexta superou a média histórica de todo o mês de fevereiro. A Defesa Civil segue em monitoramento constante, especialmente em áreas de barreira, já que o solo saturado aumenta o risco de deslizamentos.
O que dizem os especialistas (AESA e Inmet)
A instabilidade é causada pela circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera, favorecendo chuvas “moderadas a fortes” que ocorrem de forma localizada. O perigo vai além da água:
- Ventos: Rajadas entre 60 e 100 km/h podem ocorrer durante os temporais.
- Raios: Há alto risco de descargas elétricas; retire eletrodomésticos da tomada.
- Emergências: Em caso de riscos ou incidentes, acione imediatamente o 199 (Defesa Civil) ou o 193 (Corpo de Bombeiros).
CARIRI DE VERDADE










