O Açude Manoel Marcionilo, localizado no município de Taperoá, apresenta uma realidade preocupante no início de 2026. Imagens recentes revelam um cenário crítico: o reservatório encontra-se completamente zerado, reflexo da estiagem prolongada que vem castigando a região do Cariri paraibano.
Responsável pelo abastecimento da cidade e de parte da região, o açude enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. Até o momento, as chuvas ainda não chegaram, o que aumenta a apreensão da população e reforça o alerta sobre a segurança hídrica no município.
A expectativa dos moradores é que, com a chegada do período chuvoso nos próximos meses, o reservatório volte a receber recarga hídrica. Paralelamente, Taperoá deposita esperança na Adutora TransParaíba – Ramal do Cariri, obra estruturante que está em construção e que deverá levar água do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao município.
Enquanto a adutora não é concluída e entra em operação, a realidade segue dura para a população. A cidade precisa conviver com soluções emergenciais, dependendo do “ronco feroz dos carros-pipa“, que circulam diariamente para garantir o mínimo de água às residências, além do apoio do Açude Mucuitú, no município de Juazeirinho, que tem sido utilizado como alternativa para complementar o abastecimento, mesmo com sua água quase imprópria.
Diante da seca severa e da insegurança hídrica, o sentimento predominante entre os taperoaenses é de preocupação, mas também de fé e esperança. A conclusão da Adutora TransParaíba – Ramal do Cariri, aliada à chegada de um bom inverno, é vista como fundamental para e assegurar tranquilidade hídrica para Taperoá e várias cidades do Cariri paraibano.
HISTÓRIA DO AÇUDE MANOEL MARCIONILO
O Açude Manoel Marcionilo, construído e inaugurado em 1986 no município de Taperoá (PB), durante o governo de Wilson Braga, é uma das principais obras hídricas do Cariri paraibano. Integrado ao Projeto Canaã, iniciativa estruturante dos anos 1980 para combater a seca e promover segurança hídrica no semiárido paraibano, o reservatório foi projetado para armazenar até 15 milhões de metros cúbicos de água no leito do Rio Taperoá.
Sua construção marcou uma mudança importante, substituindo soluções emergenciais (como carros-pipa) por obras permanentes de convivência com a seca. O açude garantiu abastecimento humano, dessedentação animal e suporte às atividades produtivas, impulsionando o desenvolvimento urbano, comercial e a fixação da população rural em anos de boas chuvas.
Ao longo dos anos, tornou-se símbolo de fartura em períodos de cheia e de vulnerabilidade em secas prolongadas, tendo sofrido colapsos totais, incluindo o registrado novamente no início de 2026.
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