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PINGA FOGO🔥: “As Palmatórias do Mundo e os Donos da Verdade”

Que sejamos firmes na defesa do respeito e da igualdade, sem cair na tentação de nos tornarmos “palmatórias da verdade”, figuras arrogantes que se colocam acima dos outros para julgar, condenar e sentenciar como se fossem donas absolutas da razão. O mundo não carece de tribunais morais permanentes, mas de pessoas dispostas a ouvir, compreender e dialogar com honestidade.

A democracia só se sustenta na diversidade de pensamentos, culturas, crenças e trajetórias. Negar essa pluralidade é negar a própria humanidade. Exigir empatia sem praticá-la é hipocrisia; cobrar respeito enquanto se desrespeita é contradição moral.

Conviver exige responsabilidade ética real, não discurso vazio: refletir antes de julgar, pensar antes de falar e agir com coerência entre palavras e atitudes. O princípio é simples e inegociável: não provoque no outro aquilo que você não aceita para si.

Respeitar as autoridades e as instituições não é submissão cega, mas compromisso com a ordem democrática construída coletivamente. O desprezo às regras, sob qualquer pretexto ideológico ou religioso, apenas enfraquece a sociedade e abre espaço para o autoritarismo travestido de virtude.

Vivemos menos uma crise de informação e mais uma crise grave de interpretação, agravada pela confusão deliberada entre razão e emoção e pelo avanço do dogmatismo. Quando o extremismo ganha espaço, surgem falsos juízes da humanidade, e até a mensagem de Jesus é esvaziada, reduzida a um símbolo conveniente, distante de seus ensinamentos de amor, justiça e compaixão.

Somente pelo diálogo honesto, pela ética concreta e pela consciência coletiva poderemos construir uma sociedade mais justa e verdadeiramente democrática. Que sigamos as regras da justiça de Deus e dos homens, não por medo, mas por responsabilidade, para uma convivência mais digna, humana e respeitosa para todos.

CRÉDITOS

A imagem da capa é obra é uma famosa, aquarela do artista francês Jean-Baptiste Debret, intitulada “Loja de Sapateiro” (ou Boutique de Cordonnier), produzida entre 1820 e 1830.

Ela faz parte da coleção “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, uma das documentações visuais mais importantes do Brasil colonial e imperial.

Josinaldo Ramos para o Cariri de Verdade

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