Um levantamento divulgado pelo Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande aponta aumento na demanda por atendimentos relacionados a acidentes de trânsito nos dois primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são referentes aos meses de janeiro e fevereiro e evidenciam que os acidentes envolvendo motocicletas continuam sendo, disparadamente, os mais registrados na unidade hospitalar.
De acordo com o balanço do hospital, localizado em Campina Grande, foram contabilizados 1.946 atendimentos por acidentes de trânsito em 2026, contra 1.807 ocorrências no mesmo período de 2025, o que representa um aumento de 7,6%.
Os acidentes de moto lideram as ocorrências, com 1.695 atendimentos em 2026, ante 1.606 registros em 2025, configurando um crescimento de 5,5%. O número reforça a preocupação das autoridades de saúde e trânsito, já que motociclistas representam a maior parte das vítimas atendidas na unidade.
Outro dado que chama atenção é o aumento expressivo nos acidentes envolvendo bicicletas, que passaram de 41 casos em 2025 para 75 em 2026, um salto de 82%. Já os acidentes de carro também apresentaram crescimento, saindo de 92 registros para 119, o que corresponde a um aumento de 29%.
Por outro lado, os atropelamentos apresentaram redução, caindo de 68 casos em 2025 para 57 em 2026, uma diminuição de 16%.
Segundo o relatório divulgado pelo hospital, que integra a rede estadual de saúde do Governo da Paraíba, os números reforçam a necessidade de mais conscientização no trânsito, principalmente entre motociclistas, que continuam sendo as principais vítimas de acidentes na região.
Especialistas alertam que diversos fatores contribuem para o alto número de ocorrências envolvendo motos. Entre eles estão o não uso ou uso inadequado do capacete e de outros equipamentos de proteção, além do excesso de velocidade e do alto índice de ingestão de bebidas alcoólicas por condutores. A combinação desses elementos aumenta significativamente o risco de acidentes graves, formando uma soma de fatores que, muitas vezes, não termina bem nas vias urbanas e rodovias.
Outro ponto levantado é a baixa quantidade de profissionais de fiscalização nas ruas, fator que limita a presença constante de operações de trânsito. Além disso, especialistas apontam a necessidade de um planejamento mais eficiente e integrado das ações de fiscalização. Embora ocorram blitz educativas e operações de controle, o efetivo reduzido aliado à falta de um planejamento mais amplo da mobilidade e do trânsito acaba dificultando a cobertura adequada das vias urbanas, rodovias estaduais e federais que cortam a região, permitindo que práticas perigosas continuem ocorrendo com frequência.
O levantamento foi obtido pelo Portal Cariri de Verdade e reflete a pressão crescente sobre o sistema de urgência e emergência do Trauma de Campina Grande, referência no atendimento de vítimas de acidentes para cidades de todo o interior paraibano.
Cariri de Verdade Com Ascom Trauma de Campina Grande










