O senador paraibano Efraim Filho (União Brasil) oficializou, na tarde desta terça-feira (5), sua assinatura em um requerimento que solicita a inclusão na pauta do Senado Federal do pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A movimentação ocorre em meio a um clima político tenso, um dia após o ministro Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Moraes também impôs restrições adicionais, como a proibição de visitas (exceto de advogados) e o uso de telefones, inclusive de terceiros.
A decisão de Efraim marca um posicionamento alinhado à ala mais crítica do Judiciário dentro do Congresso Nacional. Parlamentares defensores da proposta alegam que o Supremo tem extrapolado suas competências, concentrando poderes e interferindo em outros entes da República.
O pedido de impeachment de Moraes é uma das pautas mais recorrentes entre apoiadores de Bolsonaro e grupos da direita mais radical, mas até o momento não havia avançado no Senado. Para que um processo seja instaurado, é necessário que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decida por sua admissibilidade, algo que ele tem evitado até então.
Ao declarar apoio à iniciativa, Efraim reforça sua posição em meio a um cenário polarizado e reacende o debate sobre os limites institucionais entre os Poderes.
O requerimento ainda está sendo subscrito por outros senadores, com a expectativa de pressionar a Mesa Diretora a colocar o tema em discussão. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não comentou oficialmente a movimentação parlamentar.










