Ainda se vive, na sociedade, um fenômeno curioso que, apesar de antigo, alguns insistem em praticar como se fosse uma metodologia interessante para quem busca o progresso e as boas relações humanas, e que, no fim, só serve para colocar para baixo uma cidade cheia de potencial: não se faz denúncia; faz-se algo semelhante a fofoca, apenas embrulhada como se fosse denúncia.
Nos bastidores, circulam histórias, insinuações e “supostos escândalos” que chegam ao povo sem o principal ingrediente de qualquer acusação séria: nomes, documentação, respeito ao trânsito em julgado e evidências concretas. É o velho jogo do “fala-se muito, prova-se pouco… e espalha-se muito mais”.
PONTO CRUCIAL QUE MERECE ESCLARECIMENTO:
Dentro desse cenário, surge um ponto que merece reflexão: a vereadora Mércia, que mencionou ter visitado o CRM em Campina Grande ao lado do atuante vereador Talles de Macêdo, precisa explicar quem responde pelo conselho, quais foram os termos do diálogo e que tipo de representação institucional existe, de fato, por trás do que ela tanto menciona. Afinal, quando alguém apresenta irregularidades médicas, especialmente acusações graves que podem comprometer vidas humanas, surge uma pergunta óbvia: se esses “supostos” profissionais realmente cometeram irregularidades, por qual motivo seus nomes não são apresentados? Se a gestão errou, que seja punida na forma da lei.
Em jornalismo, denúncia verdadeira se faz com documentos, datas, nomes, números de processos, responsáveis e fatos verificáveis. O que chega sem isso, lamentavelmente, pra mim, passa como fofoca política servida como prato quente à população.
TEMPO QUE MÉRCIA NÃO QUER LEMBRAR…
E, já que o assunto é denúncia ou algo semelhante a fofoca, vale lembrar outro detalhe que a vereadora parece preferir esquecer: na gestão anterior, muitos problemas graves da saúde eram motivo de revolta pública, mas não de discursos inflamados na Câmara. A população lembra bem dos relatos de precariedade, das longas esperas, da falta de estrutura e até de episódios inusitados, como comentários e imagens que circularam, sobre um animal exótico ter se alojado na unidade hospitalar, digo por ter visto as imagens que rodaram nas redes sociais.
Naquele período, dizia o povo e eu também sou testemunha, um único médico por plantão se desdobrava para tentar dar conta da demanda, enquanto diversos problemas se acumulavam diante do silêncio quase absoluto da oposição. E aí surge outra questão que não quer calar: Onde antes reinava o silêncio, agora tudo vira motivo para espetáculo político.
AINDA É CEDO, POIS O TEMPO DO JULGAMENTO FINAL AINDA CHEGARÁ…
E, como disse no Pinga Fogo anterior: “O povo está medindo tudo: quem denuncia, o que denuncia, como denuncia e, principalmente, quem está por trás de cada narrativa. Serra Branca acordou. Aquele tempo de cair em conversas de oportunismo político parece ter ficado no passado.” Isso incomoda, e muito, aqueles que sempre prosperaram no atraso da política local, as mesmas caras, as mesmas posturas.
Os ‘anjos ou não’ serão julgados no momento certo, no ápice da democracia, que é o votar. E parece que muitos ainda não perceberam que faltam mais três anos para isso.
CONTINUAREI VIGILANTE…
E, como já adiantei: sigo observando. O cenário político de Serra Branca está apenas começando a se desenrolar. Em breve, quando for o momento, trarei uma nova coluna, com tudo o que precisa ser dito, com clareza, responsabilidade e sem máscaras.
Josinaldo Ramos > Cariri de Verdade









