Enquanto políticos já usam robôs para criar conteúdos sobre crises internacionais, regras para as próximas eleições seguem travadas em Brasília. Entenda como isso afeta o seu voto.
O brasileiro já abraçou a Inteligência Artificial (IA). Mais da metade da população usa ferramentas que criam textos, fotos e vídeos em segundos. Mas o que era para ser facilidade virou dor de cabeça para a Justiça Eleitoral: como impedir que a IA seja usada para ganhar eleições no “gogó” e na mentira?
O que está em jogo?
Recentemente, as redes sociais foram inundadas por conteúdos criados por robôs (como o ChatGPT e o Gemini) que distorceram fatos sobre a operação dos EUA na Venezuela. Se isso já acontece com política externa, o medo dos especialistas é o que pode ocorrer na disputa local em 2026.
Até agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém as regras de 2024, que proíbem o famoso Deepfake — aquele vídeo falso que imita o rosto e a voz de um candidato. Mas, para muitos, isso é apenas “enxugar gelo”.
O buraco é mais embaixo: A falta de fiscalização
Para Daniella Avellar, da OAB-MG, o problema não é só a falta de leis, mas a falta de “olhos”. Ela explica que o governo precisa investir em educação digital para que o próprio eleitor saiba quando está sendo enganado e aprenda a denunciar.
Já o professor Camilo Aggio, da UFMG, alerta que as instituições brasileiras ainda pensam com a cabeça no passado. Para ele, não adianta tentar proibir a tecnologia, mas sim ensinar o melhor uso dela e cobrar transparência total.
Brasília no “banho-maria”
Enquanto a tecnologia corre a 100 km/h, o Congresso Nacional parece estar parado no sinal vermelho. Projetos que poderiam colocar ordem na casa, como o novo Código Eleitoral e a regulação das grandes empresas de tecnologia (as Big Techs), estão travados por falta de acordo entre os políticos.
Como o prazo para mudar as regras de 2026 está se apertando, o risco é chegarmos na próxima eleição com “armas digitais” potentes e um escudo jurídico frágil.
🔍 Fique de olho: O que diz a regra hoje?
O seu papel: Viu algo estranho? Desconfie de vídeos onde a fala não bate com o movimento da boca ou fotos de políticos em situações absurdas.erdade
Avisar é obrigatório: Se o político usou IA na campanha, ele TEM que colocar um aviso na tela ou no áudio.
Mentira tem perna curta (e cara): Redes sociais como Instagram e X são obrigadas a tirar do ar conteúdos criminosos ou Deepfakes assim que notificadas.
Cariri de Verdade










