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PINGA FOGO🔥: Assim Que Nascem os Fortes e os Grandes

Alguns fingem ter esquecido a própria história; outros preferem fazer de conta que ela não existe; há ainda os que adoram criar histórias que nada têm de reais. Mas os fatos são claros. Ao longo de décadas, os Estados Unidos construíram uma narrativa poderosa sobre si mesmos, usando o cinema, as séries, os desenhos animados e, mais recentemente, os algoritmos das plataformas digitais para propagar “seus desejos e fúrias”. Tudo isso para vender ao mundo sua cultura e a ideia de uma sociedade “exemplar”, como se o capitalismo tivesse dado certo apenas ali, sendo motivo para se colocarem como a palmatória do planeta Terra, os bam bam bans.

Com essa estratégia de “Capitão América”, criaram uma imagem de grandeza muitas vezes maior do que a realidade concreta, frequentemente associada, inclusive, à produção de guerras e à disseminação do ódio. Não foi acaso. Foi projeto. Um projeto pouco cristão, se comparado aos valores que o próprio Ocidente diz defender, e claramente voltado à dominação real e à usurpação.

Quando países periféricos ou fora do eixo dominante, como o Brasil, passam a ocupar esse mesmo espaço, a reação é imediata. Surgem críticas oportunistas, tentativas de deslegitimar conquistas e leituras distorcidas que misturam arte com conveniência política. Daí a pergunta que incomoda: eles podem, nós não?

O reconhecimento internacional do baiano Wagner Moura, ao vencer o Globo de Ouro 2026 como Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto, dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, não é favor nem gesto político. É mérito. É talento. É história sendo feita. Da mesma forma, é histórico o Oscar de Melhor Filme Internacional conquistado por Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, estrelado por Fernanda Torres. São vitórias que ultrapassam governos, eleições e disputas momentâneas.

O que realmente chama atenção, lamentavelmente, não é o sucesso do cinema brasileiro, mas a postura de quem torce contra o próprio país, mostrando o viralatismo estrutural que nos rodeia. Há quem prefira ver o Brasil fracassar a reconhecer avanços que não se alinham às suas conveniências políticas. Para essas pessoas, a arte só é legítima quando serve à ideologia que as favorece.

Criticar é legítimo. Mas torcer contra a própria cultura por ressentimento político é miopia histórica. O cinema brasileiro vive um de seus momentos mais importantes no cenário mundial. Negar isso não apaga as conquistas; apenas revela oportunismo e incapacidade de separar arte, política e identidade nacional.

A história registra. O tempo seleciona. E, gostem ou não, o cinema brasileiro voltou a ocupar o lugar que sempre foi seu, muito além do discurso distorcido contra a importante Lei Rouanet: o de protagonista. Foi exatamente assim que os Estados Unidos construíram sua imagem ao mundo, com narrativa, método e identidade. É assim que nascem as grandes nações, as que podem.

JOSINALDO RAMOS

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