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AÇUDE VELHO EM CAMPINA: PC e MP Apuram Desastre Ambiental Após Morte de 5 Toneladas de Peixes

O que está acontecendo no Açude Velho, em Campina Grande, agora é caso de polícia. Após a retirada de mais de 5 toneladas de peixes mortos das águas do principal cartão-postal da cidade, as autoridades estaduais montaram um cerco para descobrir os responsáveis pelo desastre.

O cenário de degradação mobilizou a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB), que trabalham com a hipótese de crime ambiental.

A mira da Polícia Civil e do Ministério Público

A Polícia Civil iniciou uma perícia técnica detalhada no local. Peritos coletaram amostras da água e dos animais mortos para identificar se houve a introdução de substâncias tóxicas por ação humana. A investigação busca saber se o desastre foi causado por um acidente isolado ou por uma ação criminosa direta contra o ecossistema do açude.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público abriu um inquérito civil para apurar uma denúncia grave: o despejo irregular de esgoto. O órgão quer saber se empresas ou até mesmo a rede pública estão lançando dejetos sem tratamento nas águas, o que teria causado a queda drástica de oxigênio e a morte em massa dos peixes.

Prefeitura e Defensoria sob pressão

Enquanto mais de 60 trabalhadores da Sesuma correm contra o tempo para limpar o espelho d’água e instalar aeradores, a Defensoria Pública também entrou na jogada. O órgão está exigindo relatórios técnicos urgentes, pois existe uma preocupação real com a saúde pública dos moradores e comerciantes que convivem com o mau cheiro e a contaminação.

A Prefeitura de Campina Grande informou que está colaborando com as investigações e que a prioridade agora, além da limpeza, é identificar os pontos de despejo irregular para aplicar as punições cabíveis.


RESUMO: Entenda o desastre no Açude Velho A crise começou no último domingo, quando milhares de peixes apareceram boiando. Até agora, o volume de carcaças retiradas já passa de 5 toneladas. O foco total das autoridades está nas investigações da Polícia Civil, que realiza perícias para detectar se houve crime, e no Ministério Público, que investiga o crime de despejo de esgoto. Se comprovado o crime ambiental, os responsáveis podem responder judicialmente por danos severos à fauna e à saúde da população.

Cariri de Verdade Com g1

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