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PELA TRANSPOSIÇÃO: Boqueirão e Acauã Mantêm Segurança Hídrica Mesmo em Período de Estiagem

Com níveis acima de 40% e 50%, reservatórios garantem abastecimento do Compartimento da Borborema ao Baixo Paraíba; gestão eficiente supre ausência de chuvas com águas do São Francisco.

Mesmo diante do atual período de ausência de chuvas no semiárido, a Paraíba apresenta um cenário de segurança hídrica nos seus dois principais sistemas de abastecimento. Dados registrados nesta terça-feira (13) confirmam que o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) e a Barragem Argemiro de Figueiredo (Acauã) mantêm índices tecnicamente confortáveis, sustentados pela operação contínua do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

Situação Atual dos Reservatórios

Enquanto a região aguarda a retomada do ciclo de chuvas, os aportes regulares do “Velho Chico” têm sido fundamentais para compensar a evaporação e o consumo, mantendo os volumes estáveis:

  • Açude Boqueirão: Atualmente com 40,26% de sua capacidade. O reservatório é o coração do abastecimento de Campina Grande e de outros 19 municípios da Borborema.
  • Barragem de Acauã: Registra hoje 53,78% de volume armazenado. Localizada em Itatuba, a barragem é vital para a segurança hídrica das populações do Agreste e do Baixo Paraíba.

O Papel Estratégico da Transposição na Estiagem

A estabilidade observada em ambos os mananciais é o resultado direto da integração hídrica. A transposição leva a água do Rio São Francisco até o leito do Rio Paraíba, que por sua vez alimenta esses reservatórios de forma perene.

Diferente de anos anteriores, onde a falta de chuva resultava em declínio crítico dos níveis, a operação plena do Eixo Leste assegura uma vazão regular. Essa gestão integrada permite que, mesmo sem precipitações recentes, o sistema continue atendendo às demandas humanas e de dessedentação animal sem necessidade de racionamentos.

Eficiência e Planejamento: Soluções que Funcionam

A realidade de Boqueirão e Acauã reforça a tese de que a segurança hídrica se constrói com projetos assertivos e gestão de recursos.

  1. Macroinfraestrutura: O uso das águas do São Francisco para manter os grandes mananciais urbanos cheios.
  2. Tecnologia Social: Complementarmente, a instalação de cisternas pela Funasa em cidades do Cariri garante que as famílias rurais também tenham acesso à água, mesmo longe das redes de adutoras.
  3. Regulação: A vigilância da ANA e da AESA sobre o uso das águas garante que o estoque acumulado seja preservado para o consumo prioritário durante o período seco.

Perspectiva de Tranquilidade

Para a população de Campina Grande e das regiões atendidas por Acauã, o cenário é de estabilidade. A manutenção preventiva das estações de bombeamento e a vazão controlada da transposição transformaram o que antes era um período de incerteza em uma fase de monitoramento seguro, provando que a engenharia aliada à gestão pública correta é o melhor caminho para o convívio com o semiárido.

Cariri de Verdade

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