Seja bem vindo! Somos Portal de Notícias, TV e Web Rádio

Ouça agora

VIOLÊNCIA: Capital e região metropolitana concentram a maioria esmagadora de mortes violentas na Paraíba em 2025

Enquanto a Paraíba comemora recordes históricos de elucidação de crimes e redução da violência em diversas regiões, a Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP) permanece como o principal ponto crítico da segurança pública estadual, liderando, em números absolutos, o ranking dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em 2025.

Os dados consolidados do ano revelam um cenário de forte contraste. De um lado, avanços significativos na investigação e repressão qualificada; do outro, a persistência da violência letal concentrada nos grandes centros urbanos da Grande João Pessoa.

📍 EPICENTRO DA VIOLÊNCIA

No acumulado de 2025, a RMJP reafirmou sua posição como o epicentro da violência letal no estado. Municípios como João Pessoa, Santa Rita e Bayeux ocupam, respectivamente, as primeiras posições no ranking de CVLI.

De acordo com balanços da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) e dados consolidados do Ministério da Justiça, a capital paraibana registrou cerca de 160 mortes violentas até o final do terceiro trimestre de 2025. O dado chama atenção por um agravante: apenas no primeiro quadrimestre, João Pessoa viveu seu pior desempenho dos últimos cinco anos, com um aumento aproximado de 14% nos casos.

Santa Rita aparece logo em seguida, com cerca de 62 mortes violentas, mantendo uma média elevada que desafia, ano após ano, as políticas locais de prevenção e repressão ao crime.

🔴 O RANKING DO MEDO – NÚMEROS ABSOLUTOS (JAN–SET/2025)

João Pessoa – ~160 mortes
➡️ Alta histórica e liderança isolada

Santa Rita – ~62 mortes
➡️ Vice-liderança persistente

Bayeux – ~30 mortes
➡️ Queda relevante, mas ainda no topo

Campina Grande – ~21 mortes
➡️ Estabilidade, com índices baixos para o porte da cidade

Cabedelo – ~20 mortes
➡️ Redução expressiva de 44%

📉 REDUÇÕES EM MEIO À CRISE

Apesar da liderança negativa da Região Metropolitana, alguns municípios apresentaram resultados positivos expressivos, mostrando que a violência na área é volátil e sensível às ações de segurança.

  • Bayeux registrou uma redução de 57% nos homicídios no comparativo anual;
  • Cabedelo teve queda de 44%, afastando-se das primeiras posições que ocupava em anos anteriores.

Especialistas apontam que essas oscilações estão diretamente ligadas ao combate ao tráfico de drogas, principal vetor das mortes violentas, e às prisões de lideranças criminosas.

📊 RAIO-X DA VIOLÊNCIA NA PARAÍBA (1º SEMESTRE DE 2025)

  • Homicídios dolosos: 470 vítimas
  • Feminicídios: 19 vítimas
  • Latrocínios: 8 vítimas
  • Lesão corporal seguida de morte: 0

🛡️ RESPOSTA DO ESTADO: ELUCIDAÇÃO HISTÓRICA

Em meio aos números elevados, a Paraíba alcançou um marco histórico em 2025. A Polícia Civil atingiu uma taxa de 66% de elucidação dos crimes, quase o dobro da média nacional, que varia entre 35% e 38%. O resultado coloca o estado como referência nacional em investigação criminal.

O mês de agosto de 2025 foi emblemático, sendo registrado como o menos violento desde 2011, sinalizando uma recuperação após um início de ano extremamente letal, especialmente em janeiro e fevereiro.

🔍 ANÁLISE FINAL

A concentração da violência na Região Metropolitana reflete uma dinâmica intensa de disputas entre facções criminosas, que as forças de segurança têm buscado neutralizar com prisões estratégicas e operações integradas.

O grande desafio para 2026 será levar a tendência de queda observada em Bayeux e Cabedelo para o núcleo central da crise: João Pessoa e Santa Rita. A capital, historicamente entre as cidades mais violentas do Nordeste em números absolutos, segue como o maior teste da política de segurança pública estadual.

Os dados utilizados nesta matéria têm como base os Dados Nacionais de Segurança Pública, enviados pelos próprios Estados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do sistema oficial de monitoramento da violência no país.

Cariri de Verdade Com Foto do g1

COMPARTILHE essa notícia

Facebook
WhatsApp