O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu jogar parado para tentar fazer a engrenagem de Brasília girar mais rápido em 2026. Em conversa com líderes partidários, Motta avisou que sua intenção é manter os mesmos partidos no comando das comissões temáticas que já ocuparam as cadeiras no ano passado.
A estratégia tem um motivo claro: o calendário “espremido”. Com o Carnaval, a Copa do Mundo e as Eleições de outubro, o tempo útil para votações na capital será curtíssimo, já que os deputados costumam focar em suas bases eleitorais nesses períodos.
Por que a pressa?
Normalmente, a disputa pelas 30 comissões da Casa vira uma novela que se arrasta por semanas. Ao manter tudo como está, Motta corta caminho e foca no que realmente interessa aos parlamentares: a liberação das emendas de comissão. Sem briga por cargos, o dinheiro flui mais rápido.
O que fica de fora do acordo?
Nem tudo será na base da paz e amor. As “joias da coroa” continuam sendo alvo de disputa acirrada:
- CCJ (Comissão de Constituição e Justiça): A mais poderosa de todas, por onde passam todos os projetos, não entra no pacotão de manutenção e terá briga de foice pelo comando.
- CMO (Comissão Mista de Orçamento): Esta tem um sistema de rodízio entre Câmara e Senado. Em 2026, a presidência obrigatoriamente será de um deputado do PSD.
O martelo deve ser batido oficialmente ainda nesta quarta-feira (28/1), durante a reunião de líderes. Se o plano de Motta vingar, a Câmara deve ter um dos inícios de ano mais burocráticos, e menos barulhentos, dos últimos tempos.
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