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“FOI O PADRE QUEM DISSE”: Declarações de Padre Evandro causam estremecimento na Câmara de Livramento

O clima político e social na cidade de Livramento subiu de tom após declarações polêmicas do Padre Antônio Evandro, pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento. Durante uma homilia recente, cujos vídeos viralizaram em redes sociais e portais do Cariri, o religioso disparou críticas severas contra o sistema partidário e a conduta de parlamentares.

As Declarações do Pároco

No altar, o Padre Evandro não poupou adjetivos ao descrever o cenário político, utilizando termos como “babões”, “vereadores oportunistas”, “partidos de quinta categoria” e “cafajestes eleitos”. Embora as críticas tenham sido amplas, parte do público e dos legisladores interpretou as falas como um ataque direto e exclusivo ao Poder Legislativo local.

A fala do religioso toca em um ponto nevrálgico: o que o padre externou seria o reflexo do sentimento popular sobre seus representantes ou uma visão distorcida da realidade? A dúvida divide opiniões na cidade.

Reação do Legislativo: Nota de Repúdio

A resposta da Casa de Nossa Senhora do Livramento foi imediata. Em Nota de Repúdio, a Câmara Municipal classificou as falas como ofensivas e infundadas. O ponto de maior indignação dos vereadores foi a sugestão de que parlamentares condicionariam votos em projetos de interesse público à obtenção de vantagens indevidas junto ao Poder Executivo.

De acordo com o Legislativo, tais declarações:

“Lançam uma sombra de desconfiança sobre uma instituição fundamental para a democracia local, baseando-se em críticas generalizadas que não condizem com a realidade de todos os agentes eleitos.”

Em contato com a reportagem, um parlamentar destacou o sentimento de injustiça pela generalização. Segundo ele, ao colocar todos no mesmo grupo, o religioso não permitiu que a população separasse os bons políticos daqueles que ele chamou de “cafajestes”.

Opinião: O Peso da Consciência do Eleitor

No centro deste embate entre a batina e o parlamento, surge uma reflexão necessária. Em Livramento, a população conhece de perto as condutas e o trabalho de cada vereador. Se o padre está certo ou errado, cabe ao julgamento individual, mas o episódio serve de alerta para as outras cidades da região.

É fundamental que o eleitor analise a postura de seus representantes com critério próprio. Quando o cidadão acompanha, fiscaliza e conhece a fundo quem o representa, ele não precisa “terceirizar” sua opinião. No final das contas, o que deve prevalecer não é a fala do religioso ou a nota da Câmara, mas sim a percepção real do munícipe sobre o desenvolvimento de sua terra.

Cariri de Verdade Com Blog do Marcos Lima

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