Novos detalhes sobre a Operação Concorrência Simulada, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (17), revelam a profundidade do esquema criminoso que operava no Nordeste. Além de polícias estaduais, a investigação agora aponta para irregularidades em grandes certames federais e em instituições de ensino superior, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O “QG” da Fraude e as Prisões
A força-tarefa cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra os supostos líderes da organização. As investigações indicam que o grupo mantinha uma estrutura sofisticada para garantir a aprovação de “clientes” que pagavam altos valores por vagas em cargos públicos. Entre os alvos estão servidores que já exerciam funções em órgãos estratégicos, suspeitos de facilitar o acesso a provas e manipular sistemas de pontuação.
Alvos Confirmados: Do CNU às Polícias Civis
A operação ganhou escala nacional com a confirmação de que o grupo teria tentado — ou efetivamente conseguido — burlar a segurança de certames como:
- Concurso Público Nacional Unificado (CPNU): Investigação de vazamento de cadernos e pontos eletrônicos.
- Segurança Pública: Suspeitas graves sobre as últimas provas das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas.
- Setor Bancário: Indícios de fraude nos concursos da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Modus Operandi: O uso de “Pilotos” e Tecnologia
De acordo com fontes da Polícia Federal, a organização utilizava “pilotos” (pessoas com alto conhecimento técnico que faziam as provas no lugar dos candidatos) e dispositivos de transmissão eletrônica de dados. Além disso, o esquema envolvia uma complexa rede de lavagem de dinheiro para ocultar o patrimônio obtido com a venda das aprovações, incluindo a compra de imóveis e veículos de luxo.
Medidas Judiciais Imediatas
A Justiça Federal determinou o afastamento imediato de servidores sob investigação que tomaram posse recentemente. Candidatos que ainda estão no processo de seleção e que foram identificados como beneficiários do esquema foram eliminados sumariamente.
“O objetivo agora é identificar a extensão do dano e garantir que a meritocracia seja restabelecida. Não descartamos a anulação de etapas específicas de alguns certames”, afirmou a coordenação da operação em nota oficial.

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