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GUERRA ENTRE PODERES: Senado barra indicação de Lula ao STF pela primeira vez desde 1988 e crise ganha novo capítulo

A política brasileira viveu um momento histórico nesta quarta-feira (29). O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), em um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, algo que não acontecia desde a Proclamação da República.

A decisão quebra uma tradição mantida desde a Constituição de 1988, período em que todos os nomes indicados para o STF foram aprovados, mesmo diante de resistências. A última rejeição semelhante ocorreu ainda em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Bastidores pesaram e articulação foi decisiva

Nos corredores de Brasília, a derrota vai muito além de uma simples votação. O episódio escancarou uma forte articulação política liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria atuado diretamente para esvaziar a indicação.

Segundo interlocutores, Alcolumbre retardou o andamento do processo por meses, criando um ambiente desfavorável ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia incluiu adiamentos e movimentações nos bastidores que culminaram na formação de maioria contrária no plenário.

Senado tenta influenciar escolha do STF

A movimentação levantou críticas dentro do próprio Congresso. Isso porque, constitucionalmente, cabe ao presidente da República indicar ministros do STF, enquanto ao Senado compete apenas avaliar e votar o nome.

Nos bastidores, porém, o objetivo teria ido além da rejeição: abrir espaço para influenciar diretamente a escolha do próximo ministro. Um dos nomes ventilados seria o do senador Rodrigo Pacheco.

Para analistas políticos, essa postura representa uma mudança significativa no papel do Senado, que passa a atuar não só como avaliador, mas como agente ativo na definição da composição da Corte.

Caso Banco Master aumenta tensão

O cenário ganha ainda mais peso diante das investigações envolvendo o chamado “caso Banco Master”, que apura suspeitas de irregularidades financeiras e já atinge aliados políticos do presidente do Senado.

Parlamentares apontam que Davi Alcolumbre tem segurado o avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso, mesmo com apoio suficiente para sua instalação.

Ao mesmo tempo, o andamento das apurações no Supremo Tribunal Federal aumenta a pressão e transforma a disputa por influência na Corte em um fator estratégico dentro do cenário político atual.

Derrota do governo e novo cenário político

A rejeição de Messias representa uma derrota direta para o governo Lula e inaugura um novo momento nas relações entre Executivo e Legislativo.

Mais do que um episódio isolado, o caso sinaliza que futuras indicações ao STF devem enfrentar um ambiente mais tenso, imprevisível e marcado por disputas políticas abertas.

Nos bastidores, a leitura é clara: o jogo mudou em Brasília, e o Supremo passou a ser peça central em uma disputa de poder cada vez mais intensa.

Como votou a bancada da Paraíba

A reportagem apurou que a bancada da Paraíba no Senado ficou dividida.

Como já havia sinalizado publicamente, o senador Veneziano (MDB), aliado do governo, votou a favor da indicação.

Já o senador Efraim Filho (PL), que vem se aproximando do eleitorado bolsonarista, votou contra o nome indicado por Lula.

A senadora Daniella Ribeiro (PP), por sua vez, optou por não revelar o voto. Por meio da assessoria, informou que decidiu manter a posição em sigilo, mesmo após o resultado da votação.

CARIRI DE VERDADE

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