O assessor do deputado federal André Janones (Rede-MG), Bernardo Moreira Amado Barros, foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal (PLF) após invadir uma entrevista ao vivo no Congresso Nacional e proferir xingamentos. A conduta foi enquadrada como perturbação do trabalho ou do sossego alheio, contravenção penal com pena prevista de 15 dias a 3 meses de prisão ou multa.
O episódio ocorreu na quinta-feira (30/4), enquanto o deputado Cabo Gilberto (PL) concedia entrevista à GloboNews. Barros interrompeu a fala e disparou: “Anistia é o caralho. Lula reeleito”. Em resposta, o parlamentar criticou a postura, afirmando que “a esquerda não aceita a derrota” e classificando a atitude como desrespeitosa dentro do Parlamento.
Imagens registradas nas dependências do Congresso mostram o então assessor discutindo com outras pessoas. Em um dos momentos, ele afirma: “Seu vagabundo vai ser preso”. Durante a confusão, também foi questionado sobre suposta prática de “rachadinha” envolvendo Janones, caso em que o deputado firmou acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para devolução de R$ 157,8 mil por peculato.
Diante da repercussão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a demissão imediata de Barros ainda no mesmo dia.
Em depoimento à polícia, o ex-assessor alegou que Cabo Gilberto teria segurado seu braço com força e encostado o dedo em seu peito, afirmando que iria representá-lo judicialmente por falta de respeito.
CARIRI DE VERDADE









