O avanço das denúncias envolvendo o Banco Master passou a movimentar intensamente os bastidores da corrida presidencial e elevou o clima de tensão entre os principais nomes da direita brasileira nesta sexta-feira (22). O senador Flávio Bolsonaro (PL), que vinha tentando consolidar espaço no cenário nacional, agora enfrenta desgaste político após o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro ganhar forte repercussão.
Enquanto o parlamentar adotou uma postura discreta para evitar ampliar a crise, antigos aliados e lideranças que antes orbitavam o campo bolsonarista passaram a endurecer o discurso e questionar publicamente a viabilidade política de Flávio para a disputa presidencial de 2026.
Durante agenda em Brasília, Flávio Bolsonaro participou de uma feira do agronegócio, onde defendeu medidas voltadas à redução de impostos e ao fortalecimento do setor produtivo. Apesar da participação no evento, o senador evitou entrevistas e se manteve distante da imprensa ao longo de toda a programação.
Nos bastidores, aliados trabalham para conter os danos políticos causados pela repercussão do caso. A equipe do senador ainda articula novas agendas públicas, incluindo participação na Marcha para Jesus, no Rio de Janeiro, além de uma possível viagem aos Estados Unidos para tentar um encontro com o ex-presidente Donald Trump.
Ao mesmo tempo, dois governadores que despontam como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto aproveitaram o momento para subir o tom contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master deve impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026. Segundo ele, um candidato chega fragilizado quando precisa gastar energia política tentando explicar denúncias durante a campanha.
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu a criação de uma CPMI para aprofundar as investigações sobre o caso. Durante compromissos em São Paulo, Zema criticou o ambiente político em Brasília e insinuou a existência de articulações para proteger envolvidos no escândalo.
Nos bastidores da política nacional, a avaliação é de que a crise pode acelerar um reposicionamento dentro da direita brasileira, abrindo espaço para novos protagonistas na disputa presidencial antes mesmo da definição oficial das candidaturas para 2026.
CARIRI DE VERDADE









