Estudos do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, apontam que a participação no Programa Bolsa Família está associada à redução da mortalidade materna e infantil, bem como à queda na incidência de doenças infecciosas e internações por transtornos mentais.
Entre as mulheres beneficiárias do programa, o risco de morte por causas relacionadas à gravidez e ao parto foi até 31% menor em comparação com quem não recebia o benefício. As gestantes participantes também tiveram menor probabilidade de dar à luz crianças com baixo peso ao nascer, com impacto mais expressivo entre mães pretas e indígenas.
O programa também apresentou efeitos positivos sobre doenças associadas à pobreza, como tuberculose, HIV/Aids e hanseníase, com redução significativa na incidência, mortalidade e aumento das taxas de adesão ao tratamento.
Na área da saúde mental, estudos indicaram que a taxa de suicídio foi 56% menor entre beneficiários do Bolsa Família, além da redução de hospitalizações por transtornos psiquiátricos e problemas relacionados ao uso de álcool e drogas.
Segundo o epidemiologista Mauricio Barreto, os resultados reforçam que a integração de políticas de proteção social com o Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental para reduzir os efeitos dos determinantes sociais que impactam negativamente a saúde da população mais vulnerável.
As pesquisas foram apresentadas durante o webinar da Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros, que analisou dados do CadÚnico cruzados com informações de nascimentos, hospitalizações, notificações de doenças e óbitos ao longo da última década.
CARIRI DE VERDADE COM AGÊNCIA BRASIL









