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ATENÇÃO REDOBRADA: Calor intenso e baixa umidade aumentam risco de incêndios e problemas de saúde no Cariri

Região vive período de forte estiagem e vegetação ressecada; combinação de calor, baixa umidade e mato seco aumenta o risco de queimadas e exige atenção redobrada da população

A Paraíba enfrenta mais uma sequência de dias de tempo quente e seco, com índices de umidade do ar em níveis preocupantes no interior do estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de baixa umidade que chegaram a alcançar 127 municípios em aviso amarelo e 65 em alerta laranja, com índices que podem variar entre 12% e 20% nas áreas de maior risco. O quadro está associado a impactos na saúde e ao aumento do risco de incêndios florestais.

E, para o Cariri paraibano, o alerta merece atenção especial.

A região já convive com uma das fases mais secas do ano. A vegetação da Caatinga está bastante ressecada, com folhas, galhos, capim e outros materiais vegetais apresentando maior facilidade para entrar em combustão. Nessas condições, uma pequena fonte de fogo pode se transformar rapidamente em um incêndio de maiores proporções.

Por isso, todo cuidado é pouco. Queimar lixo, limpar terrenos utilizando fogo, acender fogueiras ou descartar cigarros às margens de estradas são atitudes que podem provocar incêndios, especialmente em períodos de vegetação seca e umidade muito baixa. O próprio Inmet associa a faixa de umidade entre 12% e 20% ao risco de incêndios florestais.

Cariri exige atenção redobrada

Municípios como Serra Branca, Monteiro, Sumé, Cabaceiras, Taperoá, São José dos Cordeiros, São João do Cariri, Congo, Coxixola, Parari, Gurjão e Prata, entre outros, estão inseridos em uma região onde o período seco costuma ser particularmente rigoroso.

Na relação divulgada para o aviso de baixa umidade, diversos municípios do Cariri aparecem entre as localidades atingidas pelo alerta amarelo, incluindo Boa Vista, Cabaceiras, Congo, Coxixola, Gurjão, Monteiro, Parari, Prata, São João do Cariri, São José dos Cordeiros, Serra Branca, Sumé e Taperoá.

O cenário preocupa principalmente porque a chegada da primavera não significa, por si só, o fim imediato do período seco no interior nordestino. O próprio Inmet destaca que a primavera é uma estação de transição e que partes do Nordeste podem permanecer com chuvas abaixo da média, enquanto as temperaturas seguem elevadas em diferentes áreas.

Calor e ar seco também afetam a saúde

A baixa umidade pode provocar ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz e irritação das vias respiratórias. Nas situações mais severas, o desconforto tende a ser maior, especialmente para pessoas mais vulneráveis.

A recomendação é aumentar a ingestão de água, evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes e reduzir a exposição prolongada ao sol. Também é importante manter os ambientes ventilados e, quando necessário, recorrer a medidas para aumentar a umidade do ambiente.

Atenção máxima com a Caatinga

No Cariri, entretanto, existe um segundo componente que precisa ser colocado no centro do alerta: a proteção da Caatinga contra o fogo.

Com a vegetação seca, o fogo encontra condições mais favoráveis para se espalhar. Por isso, a orientação é simples: não queime lixo, não faça queimadas para limpeza de terrenos, não acenda fogueiras em áreas de vegetação e não jogue pontas de cigarro às margens das rodovias.

Em caso de incêndio ou qualquer situação de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.

O momento exige responsabilidade de todos. No Cariri, onde a Caatinga já enfrenta naturalmente um período de forte ressecamento, qualquer descuido pode provocar consequências graves.

CARIRI DE VERDADE

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