Presidente da Câmara dos Deputados foi questionado sobre relações entre políticos e empresários e disse que o tema é “longo” e “complexo”
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu para deixar para depois das eleições a discussão sobre o caso Banco Master, durante entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo. A declaração foi publicada pelo jornal nesta quinta-feira (24).
Motta foi questionado sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com políticos, inclusive com o próprio presidente da Câmara, e sobre a necessidade de discutir eventuais mudanças na relação entre empresários e agentes políticos.
Em resposta, o deputado afirmou que o assunto poderia ser tratado em outra entrevista. “É um assunto muito mais longo, complexo”, declarou. Na sequência, relacionou a discussão à possibilidade de regulamentação do lobby e à retomada das doações empresariais para campanhas.
“Aí a gente tem ainda na discussão da reforma política, então vamos deixar esse assunto para depois”, afirmou Motta.
A entrevista foi realizada anteriormente, em agosto, em Patos, no Sertão da Paraíba, e integrou uma série de reportagens da Folha sobre as campanhas e posicionamentos de lideranças do chamado Centrão.
RELAÇÃO COM O CASO MASTER
O nome de Hugo Motta passou a aparecer nas discussões relacionadas ao Banco Master após informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro apontarem contatos e conversas entre o banqueiro e diferentes autoridades e políticos. Reportagem publicada pelo Paraíba Online em 21 de setembro também noticiou informações da PF sobre a relação entre Vorcaro e Motta.
Na entrevista à Folha, Motta não detalhou a relação mencionada na pergunta e direcionou o debate para uma futura discussão sobre lobby, financiamento eleitoral e reforma política. Ele também defendeu que uma eventual mudança nas regras de financiamento de campanhas seja discutida dentro de uma reforma política.
A declaração sobre o Banco Master também foi repercutida pelo jornalista Arimatéa Souza, que destacou a frase de Motta sobre deixar o assunto para depois.









