A justiça de Cuité, no Curimataú paraibano, deu um ponto final ao caso que chocou a cidade no ano passado. Um professor de educação física foi condenado, nesta quinta-feira (15), a cumprir 11 anos e oito meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável.
O crime e a sentença
O réu havia sido denunciado em 2025 após o surgimento de graves relatos de abuso contra duas alunas, adolescentes com idades entre 12 e 14 anos.
Embora o professor tenha sido absolvido da acusação de assédio sexual durante o julgamento, as provas de estupro de vulnerável foram decisivas para a condenação. A pena, que inicialmente era de 14 anos, acabou sendo fixada em pouco mais de 11 anos após recursos apresentados pela defesa.
Relembre o caso: O “modus operandi”
As investigações, coordenadas pelo delegado Iasley Almeida, revelaram um comportamento predatório que ia muito além da sala de aula. Segundo os depoimentos das vítimas e de testemunhas:
- Abuso de confiança: O suspeito utilizava conversas e toques inapropriados para se aproximar das jovens.
- Conteúdo impróprio: O professor exibia imagens de conotação sexual para as adolescentes.
- Pressão psicológica: Ele agia de forma a constranger as vítimas e incitar atividades sexuais.
A prisão preventiva do homem aconteceu em 1º de maio de 2025, logo após a polícia analisar mensagens de celular e imagens que confirmaram as denúncias.
Resposta da Comunidade
A decisão traz um alento para as famílias das vítimas. Na época em que o caso estourou, a cidade de Cuité acompanhou com revolta os detalhes da investigação, que apontavam para uma quebra total da ética profissional por parte de quem deveria zelar pela segurança e educação dos jovens.
Cariri de Verdade Com g1










