A sessão da CPMI do INSS terminou em confusão, empurra-empurra e troca de acusações após a aprovação de requerimentos por 14 votos a 7. Parlamentares governistas protestaram contra o resultado da votação simbólica, realizada por contraste visual, o que gerou tumulto no plenário. Houve registro de socos, e deputados precisaram ser separados.
Se envolveram na confusão os deputados Rogério Correia, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima. Luiz Lima afirmou ter sido atingido, enquanto Rogério Correia admitiu que o acertou no meio do empurra-empurra e depois pediu desculpas. A sessão foi suspensa e retomada minutos depois.
O deputado Paulo Pimenta pediu a anulação da votação, alegando erro na contagem e questionando o critério adotado. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, rejeitou o pedido e manteve o resultado. Governistas recorreram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, solicitando a anulação formal.
Entre as medidas aprovadas estão convocações e quebras de sigilo relacionadas ao Banco Master, além do avanço de apurações que citam o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A oposição também quer investigar possíveis ligações com Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mencionariam o “filho do rapaz” em tratativas financeiras envolvendo uma empresária ligada a Lulinha. A defesa nega irregularidades, e até o momento ele não se manifestou.
Filho mais velho do presidente, Lulinha já foi alvo de disputas políticas no passado por sua atuação empresarial, especialmente no setor de comunicação. Agora, seu nome volta ao centro do debate em meio à crise e ao clima acirrado na comissão.
Cariri de Verdade










