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BOMBA NO BOLSO DO POVO: carne suína, ovos e frango podem ficar mais caros por causa do conflito no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio começa a refletir diretamente no bolso dos brasileiros. A Associação Brasileira de Proteína Animal emitiu um alerta nesta quarta-feira (25) sobre o aumento significativo nos custos de produção, indicando a possibilidade de reajustes nos preços de ovos, carne de frango e suína nos próximos dias.

De acordo com a entidade, o impacto mais imediato vem da alta do diesel, que elevou em até 20% os custos do frete rodoviário, afetando toda a cadeia produtiva, do transporte de insumos à distribuição dos produtos no mercado interno. Outro fator de pressão são as embalagens plásticas, derivadas do petróleo, que já acumulam aumento de até 30%, em meio às dificuldades logísticas provocadas pelos conflitos no estratégico Estreito de Hormuz.

A combinação desses fatores acende o sinal de alerta para o consumidor. “É possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços”, informou a ABPA, destacando que o movimento acontece justamente em um período de demanda aquecida, impulsionada pelo chamado “boom das proteínas”.

O consumo de ovos, por exemplo, atingiu patamar recorde em 2025, com média de 287 unidades por brasileiro, segundo estimativas da entidade, crescimento de 6,7% em relação a 2024 e de mais de 30% na última década. Mesmo com esse avanço, os preços vinham em queda, registrando recuo de 10,79% no acumulado de 12 meses, conforme o IPCA.

A produção também acompanha a expansão do consumo. O país saltou de 57,7 bilhões de ovos em 2024 para 62,2 bilhões em 2025, crescimento de 7,9%, mantendo um cenário de oferta equilibrada até então.

Além dos fatores internacionais, o aumento da demanda interna também pesa. Durante a Quaresma, há tradicional substituição de carnes por ovos e derivados, o que intensifica o consumo. Soma-se a isso a popularização do alimento entre praticantes de atividades físicas e adeptos de dietas ricas em proteína.

Segundo especialistas da Embrapa, os avanços tecnológicos na produção avícola, como o controle de luminosidade nos aviários, permitiram manter a oferta estável mesmo em períodos historicamente desafiadores.

Apesar do cenário ainda controlado, a cadeia produtiva segue em alerta. A instabilidade geopolítica não afeta apenas combustíveis, mas também insumos essenciais, o que pode ter efeito cascata sobre alimentos, fertilizantes, medicamentos e outros produtos estratégicos.

Diante desse contexto, o consumidor brasileiro deve se preparar para possíveis reajustes no curto prazo, reflexo direto de um cenário internacional cada vez mais volátil e interligado à economia doméstica.

Cariri de Verdade Com informações de Gabriela Cecchin/Folhapress

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