Seja bem vindo! Somos Portal de Notícias, TV e Web Rádio

Ouça agora

CAMARÃO DE FACHADA: Draco Estoura Esquema de “Tráfico Delivery” Que Movimentou R$ 15 Milhões na PB

A Operação Puçá prendeu 18 pessoas em João Pessoa e Campina Grande. O grupo era tão organizado que usava adesivos e carimbos para marcar a “marca” da droga e o banco do crime.

A Polícia Civil da Paraíba, através da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), colocou o bloco na rua na manhã desta quinta-feira (15) para desmantelar uma quadrilha que funcionava como uma verdadeira empresa do tráfico. Com 100 policiais espalhados pelas duas maiores cidades do estado, a Operação Puçá revelou um esquema cinematográfico.

O “Chefão” no Presídio e o Gerente em Campina

De acordo com o delegado Victor Melo, o comando da organização partia de dentro do presídio de segurança máxima PB1, em João Pessoa. De lá, um presidiário ditava as ordens. Já o “braço direito” e gerente do esquema foi capturado em Campina Grande.

O grupo operava no sistema delivery: o cliente pedia e a droga era entregue em casa, tudo com muita organização e logística.

Droga com “Selo de Qualidade” e Banco do Tráfico

O que chamou a atenção dos investigadores foi o capricho visual dos criminosos:

  • Adesivos: Usados para identificar a procedência e a “pureza” do entorpecente.
  • Carimbos: Serviam para marcar a presença do “banco” da organização, controlando cada centavo que entrava e saía.

A Loja de Camarão que não tinha Peixe

Para lavar o dinheiro sujo e despistar a polícia, a quadrilha mantinha uma suposta loja de venda de camarões. No entanto, o delegado foi categórico: tudo não passava de fachada. Nada de frutos do mar; o negócio ali era cocaína e maconha. E o lucro era alto: em apenas um ano, a movimentação financeira do bando chegou à casa dos R$ 15 milhões.

Onde a Polícia bateu à porta

As prisões e apreensões em Campina Grande se concentraram em pontos estratégicos:

  • Três Irmãs
  • Malvinas
  • Liberdade
  • Alça Sudoeste

Além dos 18 presos, a Draco apreendeu drogas e vários veículos que eram utilizados para as entregas e para o patrimônio dos chefões. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia e agora estão à disposição da Justiça, enquanto a polícia segue rastreando para onde foi o restante da dinheirama.

Cariri de Verdade

COMPARTILHE essa notícia

Facebook
WhatsApp