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CASO MASTER: CPI contra ministros do STF é protocolada; Efraim Filho é o único da Paraíba a assinar

Pedido de investigação foca em Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Enquanto Efraim aderiu ao requerimento, Veneziano e Daniella Ribeiro ficaram de fora da lista.

O cenário político em Brasília subiu de temperatura nesta segunda-feira (9) com o protocolo oficial do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com personagens ligados ao Caso Banco Master. Entre a bancada paraibana no Senado, o senador Efraim Filho (União Brasil) foi o único a assinar o documento.

O Foco da Investigação

Protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o requerimento alcançou 35 assinaturas — superando com folga as 27 necessárias para a abertura da comissão. O pedido mira especialmente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A motivação da CPI sustenta-se em dois pilares principais:

  1. Mensagens de Daniel Vorcaro: Conteúdos extraídos do celular do banqueiro após sua prisão.
  2. Contrato sob Suspeita: Um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A Bancada da Paraíba no Senado

A adesão de Efraim Filho ocorreu em um segundo momento, juntamente com o senador Flávio Bolsonaro, após o número mínimo de assinaturas já ter sido atingido. Por outro lado, os outros dois representantes do estado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Daniella Ribeiro (PP), optaram por não assinar o requerimento.

A ausência de assinaturas de Veneziano e Daniella reflete o posicionamento de cautela de parte do “centrão” e de aliados da base governista, enquanto a assinatura de Efraim reafirma seu alinhamento com pautas de fiscalização do Judiciário, setor onde ele tem mantido uma postura independente.

Próximos Passos

Com o protocolo realizado, a bola está agora com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Cabe a ele a leitura do requerimento em plenário para que a CPI seja instalada de fato. A pressão da oposição é para que o processo ocorra de forma célere, enquanto o Supremo e aliados do governo articulam para barrar a comissão, sob o argumento de preservação da harmonia entre os poderes.

O Portal Cariri de Verdade segue acompanhando o desdobramento desta movimentação em Brasília e como o posicionamento dos senadores paraibanos pode influenciar o cenário político local e as articulações para as próximas janelas eleitorais.

Cariri de Verdade

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