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CRIME DESVENDADO: Polícia descarta motivação política e aponta homicídio passional na morte de líder Sintab

A Polícia Civil da Paraíba concluiu que o assassinato do líder sindical Manoel Messias de Santana, de 56 anos, conhecido como “Messias da Sucam”, teve motivação passional e não política, como chegou a ser cogitado inicialmente. O crime ocorreu na noite do dia 11 de março de 2026, no município de Queimadas, e gerou forte repercussão social e institucional em toda a região.

Dinâmica do crime

De acordo com as investigações, o crime foi registrado por volta das 22h30, na garagem da residência da vítima, localizada no bairro da Vila. Messias chegava de uma atividade sindical em Campina Grande quando foi surpreendido pelo agressor, que já o aguardava escondido no local.

Ao descer do veículo para fechar o portão, o sindicalista foi atacado com diversos golpes de faca. Vizinhos relataram ter ouvido pedidos de socorro, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Perfil da vítima

Messias era diretor do SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema) e atuava como servidor público concursado. Reconhecido pela forte atuação na defesa dos direitos dos servidores municipais, ele era considerado uma liderança ativa em Queimadas e em toda a região.

Sua trajetória de engajamento sindical levou, nos primeiros momentos após o crime, à suspeita de motivação política, hipótese posteriormente descartada pela polícia.

Investigação e confissão

As investigações avançaram com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, que registraram o trajeto do suspeito e o momento em que ele invadiu a propriedade da vítima.

Após o crime, o homem fugiu, permanecendo foragido por seis dias. Na manhã do dia 17 de março, ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Queimadas, acompanhado de advogados, quando confessou a autoria do homicídio.

O caso está sob condução do delegado Elias Rodrigues, responsável por coordenar as diligências.

Motivação passional

Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime está relacionada a um contexto de ciúmes e conflito interpessoal. O suspeito mantinha, ou havia mantido, um relacionamento com uma mulher que também possuía proximidade com a vítima.

De acordo com o inquérito, o agressor teria agido movido por sentimento de posse e ciúmes, em um histórico de desentendimentos já existentes entre ele e Messias. A ausência de qualquer vínculo entre o crime e a atuação sindical ou posicionamentos políticos da vítima foi determinante para o descarte da hipótese de crime político.

Desdobramentos jurídicos

O suspeito permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça. O caso foi tipificado como homicídio qualificado, e a Polícia Civil analisa a aplicação de agravantes como motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizando emboscada.

O inquérito policial está em fase final de conclusão e será encaminhado ao Ministério Público da Paraíba, que deverá avaliar o oferecimento de denúncia formal.

Repercussão

A morte de Messias provocou forte comoção em Queimadas. O SINTAB emitiu notas oficiais lamentando a perda, classificando o sindicalista como um “combatente histórico” na luta pelos direitos dos servidores públicos.

No meio social e político local, a vítima era vista como uma figura conciliadora e comprometida com o serviço público, o que intensificou o impacto do crime e ampliou o debate sobre segurança e violência na região.

Conclusão

Com o avanço das investigações e a confissão do suspeito, a Polícia Civil consolida a linha de que o assassinato de Manoel Messias de Santana não teve motivação política, mas sim origem em um conflito de natureza pessoal, reforçando a importância da apuração técnica para a correta definição dos fatos.

Cariri de Verdade

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