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NESTE DOMINGO: Esquerda aposta em atos descentralizados e mobiliza artistas em apoio a Lula no segundo turno

Manifestações estão previstas em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, com participação de artistas e movimentos sociais na reta final da disputa presidencial.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em manifestações descentralizadas para ampliar o apoio ao candidato na reta final da disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Neste domingo (18), atos em defesa da democracia e em apoio ao petista estão previstos em diferentes cidades brasileiras, com participação de artistas, movimentos sociais e representantes de partidos aliados.

A estratégia busca fortalecer mobilizações locais, organizadas por entidades, diretórios partidários e grupos da sociedade civil, sem depender exclusivamente de grandes eventos com a presença do presidente. Lula não tem outras agendas públicas previstas para este domingo além do debate presidencial da Band.

Artistas convocam manifestações em capitais

Em São Paulo, os rappers Emicida, Rashid e Julia Costa estão entre os nomes que participam de uma mobilização pró-Lula na Zona Norte da capital paulista.

No Rio de Janeiro, o cantor Caetano Veloso e outros artistas convocaram um ato em Copacabana. Já em Salvador, a mobilização conta com a participação anunciada de Gilberto Gil, BaianaSystem e Daniela Mercury.

A iniciativa integra uma série de manifestações organizadas por grupos favoráveis à candidatura petista na última semana da campanha eleitoral.

Paulista recebeu ato com Lula no domingo passado

No último domingo (11), Lula participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outras lideranças políticas, entre elas Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Guilherme Boulos.

O ato começou a ser articulado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e por centros acadêmicos após o resultado do primeiro turno. Ao longo da semana, a mobilização recebeu adesões de movimentos organizados da esquerda, e a presença de Lula foi confirmada na véspera.

Imagens aéreas mostraram manifestantes ocupando vários quarteirões da avenida. Entretanto, a ONG More in Common, que costuma estimar o público de grandes concentrações no local, não divulgou números porque não obteve autorização para realizar imagens com drones.

Pautas sociais e símbolos religiosos marcaram manifestação

Durante o ato do dia 11, Lula pediu aos apoiadores que concentrassem esforços no diálogo com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Antes do discurso presidencial, falaram os governadores reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia; Rafael Fonteles, do Piauí; e Elmano de Freitas, do Ceará.

A manifestação também reuniu cartazes e imagens de Nossa Senhora Aparecida, além de bandeiras de partidos como PSTU, UP e PSB. Faixas em defesa do Bolsa Família e do fim da escala de trabalho 6×1 também estiveram presentes.

A presença de símbolos religiosos entre apoiadores da esquerda ganhou destaque durante a campanha, em meio às discussões políticas envolvendo a devoção a Nossa Senhora Aparecida e sua condição de padroeira do Brasil.

Debate presidencial ocorre neste domingo

Além das mobilizações de rua, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm presença prevista no debate presidencial da Band, realizado em parceria com Estadão, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan.

O encontro ocorre a sete dias do segundo turno e representa uma oportunidade para os candidatos apresentarem propostas e buscarem conquistar eleitores indecisos.

CARIRI DE VERDADE

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