O deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB) destinou R$ 6,272 milhões em emendas parlamentares para a Federação Paraibana de Tiro Prático (FPBTP) em 2026, conforme registros consultados no Portal da Transparência. A nova destinação ocorre após a judicialização de recursos de quase R$ 2 milhões enviados anteriormente pelo parlamentar à entidade.
Segundo os dados levantados, foram registradas três destinações: R$ 1,960 milhão em 29 de abril, R$ 1,960 milhão em 22 de maio e R$ 2,352 milhões em agosto. Do total, R$ 1,960 milhão já foi pago, enquanto outros R$ 4,312 milhões permanecem empenhados, mas ainda não foram pagos.
A destinação de quase R$ 2 milhões à Federação Paraibana de Tiro Prático já havia provocado uma disputa judicial. Em julho, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) analisou um mandado de segurança apresentado pela entidade para tentar obter a liberação dos recursos. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de um desembargador.
Durante o julgamento, o relator, desembargador Joás de Brito Pereira, votou contra a liberação dos valores e apontou questionamentos sobre o interesse público da aplicação dos recursos em uma atividade esportiva de alcance restrito. A decisão final do processo ainda estava pendente naquele momento.
A Federação Paraibana de Tiro Prático é uma entidade esportiva sem fins lucrativos, com atuação estadual no tiro prático. Documentos oficiais também registram a utilização de recursos públicos estaduais para atividades da entidade.
A nova destinação de R$ 2,352 milhões, registrada em agosto, também foi identificada em consulta ao Portal da Transparência e divulgada por veículos paraibanos. Segundo publicação sobre o empenho, o recurso está vinculado ao programa “Esporte para a Vida”, na área de desporto e lazer.
Até a publicação desta matéria, Cabo Gilberto não havia apresentado manifestação específica ao questionamento sobre o conjunto das novas destinações. O espaço permanece aberto para esclarecimentos do parlamentar.
Os valores e a situação de pagamento citados nesta reportagem têm como base os registros públicos consultados, enquanto a discussão judicial trata especificamente da liberação das emendas anteriormente destinadas à entidade.









