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ESTRATÉGIA OU DEBOCHE? Flávio Bolsonaro fala em “todes” e deixa direita de cabelo em pé

Quem abriu as redes sociais nesta segunda-feira (23) precisou esfregar os olhos para acreditar. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho “01” do ex-presidente, resolveu mexer num vespeiro: usou a linguagem neutra — o maior tabu do bolsonarismo — para mandar um recado. O pré-candidato ao Planalto afirmou que quer o apoio de “todas, todos e todes”.

A dúvida que ferve nos bastidores de Brasília é uma só: Flávio está tentando furar a bolha de vez ou é apenas uma ironia ácida para cima dos adversários?

O “chega pra lá” no fogo amigo

A postagem veio como um balde de água fria na briga pública entre seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o deputado Nikolas Ferreira. Enquanto os dois trocam farpas sobre quem é “mais fiel” ao projeto, Flávio pareceu querer dar uma aula de realismo político:

“Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição!”, disparou o senador.

Aceno real ou piada tática?

O uso dos termos “todes, todys e todXs” caminha em uma linha muito tênue. Por um lado, o tom parece puramente sarcástico, uma forma de zombar da pauta progressista enquanto pede foco aos aliados. Por outro, analistas apontam que pode haver um cálculo frio por trás do deboche.

Ao se mostrar “aberto” (mesmo que com um sorriso irônico no rosto), Flávio tenta se vender como a “versão diplomática” da família. A estratégia seria:

  • Para a militância: É uma piada para rir do sistema.
  • Para o eleitor de centro: É um sinal de que ele é mais flexível e menos “explosivo” que o pai.

Família em pé de guerra

Se a intenção era agregar, o desafio começou dentro de casa. O clima é de “torta de climão” total. Com Eduardo cobrando Nikolas, e Michelle Bolsonaro postando foto de “banana frita” (interpretada como uma indireta ao enteado “Bananinha”), Flávio tenta se posicionar como o único adulto na sala.

Resta saber se o eleitor vai interpretar o “todes” como um pedido de paz ou como uma gargalhada de quem não pretende mudar um centímetro do discurso. No tabuleiro de 2026, Flávio deu o xeque, mas ninguém sabe ainda de que lado da mesa ele realmente quer sentar.

Cariri de Verdade Com CNN

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