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EUA sinaliza novas sanções contra autoridades brasileiras devido a condenação de Bolsonaro

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil republicou, na noite desta quinta-feira (11), a declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Rubio criticou a decisão da Corte e indicou que novas sanções contra autoridades brasileiras devem ser impostas pela Casa Branca.

“As perseguições políticas conduzidas pelo sancionado violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, uma vez que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”, afirmou Rubio, referindo-se ao ministro relator da ação no STF.

A divulgação, em português, feita pela Embaixada, ocorreu pouco depois de o Itamaraty reagir oficialmente à manifestação do chefe da diplomacia norte-americana. O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que o julgamento foi conduzido “com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988” e garantiu amplo direito de defesa aos acusados.

“Ameaças como a feita hoje pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira e ignora os fatos e as contundentes provas dos autos, não intimidarão a nossa democracia”, publicou o Itamaraty em nota nas redes sociais.

De acordo com interlocutores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novas sanções contra autoridades brasileiras são esperadas até 2026, ano da próxima eleição presidencial. Alexandre de Moraes é apontado como principal alvo da Casa Branca. O ministro já está impedido de entrar em território americano e proibido de realizar operações comerciais ou financeiras com empresas dos Estados Unidos.

Ainda nesta quinta-feira, o presidente americano, Donald Trump, também se manifestou sobre o julgamento, previsto para ser concluído nesta sexta-feira (12). Trump classificou como “muito surpreendente” a condenação de seu aliado.

“Eu achava que ele era um bom presidente do Brasil, e é muito surpreendente que isso tenha acontecido. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram. Ele era um bom homem”, disse Trump a repórteres.

Desde julho, quando anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, o líder da Casa Branca vem exigindo que uma negociação comercial com o Brasil inclua a situação judicial de Bolsonaro. Trump deixou claro que qualquer diálogo só ocorrerá após a absolvição do ex-presidente.

Bolsonaro e seus aliados foram condenados pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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