Exame realizado no IML de Cajazeiras traz alívio e esclarece dúvidas sobre marcas encontradas no corpo da criança de apenas dois meses.
O mistério e a tristeza que abalaram a cidade de Monte Horebe, no Alto Sertão da Paraíba, nesta quarta-feira (21), ganharam um ponto final técnico e definitivo. O laudo da necropsia do pequeno Muryell Asafe de Sousa Nunes, de apenas dois meses, confirmou que a morte foi uma fatalidade causada por asfixia por broncoaspiração, descartando qualquer hipótese de crime ou agressão.
O que diz o médico legista
Em entrevista ao Diário do Sertão, o chefe do IML de Cajazeiras, Dr. Luiz Rustenes Fernandes, foi enfático ao afirmar que o bebê não sofreu violência. “Todos os achados falam a favor de asfixia por broncoaspiração”, explicou o médico, detalhando que os sinais físicos encontrados eram, na verdade, reações naturais do corpo após a morte.
Esclarecendo as dúvidas da comunidade
O sangramento no nariz e as marcas no pescoço, que inicialmente assustaram a família e levantaram suspeitas, foram explicados tecnicamente pelo legista:
- Sangramento no nariz: Trata-se do fenômeno “cogumelo de espuma”, algo comum em casos de asfixia.
- Marcas no pescoço: O médico explicou que eram “livores cadavéricos”. Quando o coração para, o sangue se acumula em certas áreas por causa da gravidade, criando manchas arroxeadas que podem ser confundidas com hematomas, mas que são processos naturais pós-morte.
Relembre o caso
Muryell foi encontrado sem vida na manhã de ontem, em sua casa. O caso mobilizou o SAMU e as polícias Militar e Civil, que isolaram o local até a conclusão do laudo. Com a confirmação de causa natural (fatalidade), as investigações sobre violência externa são oficialmente encerradas.
O momento é de profunda dor para a família e para a cidade de Monte Horebe, que se despede precocemente do pequeno Muryell.
Dica de utilidade pública (opcional para o final do texto):
O que é broncoaspiração? É quando o alimento (leite) ou saliva entra na via respiratória, impedindo a passagem do ar. Especialistas recomendam que, após a amamentação, o bebê seja mantido em pé no colo por cerca de 20 a 30 minutos para arrotar antes de ser deitado.










