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MÍDIA DEMAIS, FUTEBOL DE MENOS: Belo faz feio contra o Mixto-MT e dá adeus à Copa do Brasil

Se o Botafogo-PB conseguir o tão sonhado acesso à Série B do Brasileiro no final desta temporada, muita gente pode até dar uma apagadinha na memória e fingir que nada aconteceu. Mas a torcida alvinegra não esquece fácil: a eliminação precoce na Copa do Brasil, logo na estreia (segunda fase), para o modesto Mixto-MT, nos pênaltis, foi um vexame daqueles que dói no bolso e na alma.

O jogo, disputado no Estádio Dutrinha, em Cuiabá, terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal, gol do Belo com Márcio Silva, mas nas penalidades o goleiro Glaycon brilhou, defendeu três cobranças e garantiu a classificação do Tigre mato-grossense por 4 a 3. Três! O Botafogo-PB, que estreou direto na segunda fase pelo novo regulamento, não conseguiu impor seu suposto favoritismo e caiu pela quinta vez na história na mesma fase, em 20 participações na competição.

E o que torna isso ainda mais frustrante é o investimento pesado feito pela Belo SAF. O clube trouxe nomes de peso: o veterano Nenê, aos 44 anos, o técnico Lisca (com experiência em clubes grandes) e o atacante Henrique Dourado, que, na prática, tem se mostrado efetivo só na cobrança de pênalti, tanto que foi substituído antes do momento decisivo da disputa. Orçamento bem superior ao do adversário, elenco reforçado, promessas de um ano extraordinário… e aí o que se viu foi pouca bola em campo.

O dono da SAF, Filipe Félix, havia falado alto antes da temporada, prometendo um Botafogo-PB competitivo e capaz de brigar por coisas grandes. Muita mídia, entrevistas bombásticas, expectativa lá em cima… mas na hora H, futebol de menos. A eliminação custou caro: o Belo deixou de faturar quase R$ 1 milhão pela vaga na próxima fase, valor que faria diferença no planejamento.

Claro, a temporada ainda está no começo. O time segue vivo no Campeonato Paraibano, onde terminou a primeira fase na liderança e agora encara o Serra Branca na semifinal. E na Série C do Brasileiro, o objetivo declarado é o acesso à Série B. Se isso acontecer, o vexame contra o Mixto pode virar só uma nota de rodapé na história de 2026.

Mas enquanto o acesso não vem, a torcida tem todo o direito de cobrar: investimento é bom, promessa é melhor ainda, mas o que conta mesmo é bola na rede e resultado dentro de campo. O Botafogo-PB precisa mostrar em campo que o “ano extraordinário” não foi só conversa. Porque vexame como esse, ninguém merece engolir quieto.

Cariri de Verdade

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