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COM OS PÉS NO CHÃO: Lula solta o verbo em festa do PT, cobra alianças e avisa: “Não estamos com essa bola toda”

O presidente Lula não poupou as palavras durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste sábado (7), em Salvador. Em um discurso que misturou “puxão de orelha” e convocação para a batalha, Lula mandou um recado curto e grosso para a militância: a eleição de 2026 será uma guerra e o partido precisa descer do salto.

Pés no chão e alianças já

Lula foi sincero ao avaliar o cenário eleitoral. Segundo o presidente, o PT precisa ter a humildade de reconhecer que não é forte em todos os estados e que, sem alianças, a vitória fica distante.

“Temos que fazer as alianças necessárias para ganhar as eleições. O partido não está com essa bola toda em todo lugar”, disparou o presidente, defendendo a união com outros setores políticos para garantir a governabilidade.

Críticas ao “mercado eleitoral” e emendas

O presidente lamentou o atual estado da política brasileira, afirmando que ela “apodreceu” e virou um balcão de negócios. Ele criticou o volume de dinheiro nas campanhas e o avanço das emendas impositivas, que classificou como um “sequestro” do orçamento que deveria estar nas mãos do Governo Federal.

Lula relembrou os tempos em que o PT vivia da venda de camisetas e da garra da militância, contrastando com o atual “mar de dinheiro” que domina as eleições.

Foco na base e nos evangélicos

De olho no voto popular, Lula cobrou que o PT volte para as periferias e aprenda a conversar com o povo, especialmente com o público evangélico. Ele lembrou que a maioria desse público é beneficiária de programas sociais e que o partido não pode deixar esse diálogo de lado.

O “Ponta-pé” para 2026

O evento na Bahia, estado que deu uma vantagem de 4 milhões de votos a Lula em 2022, serviu como o lançamento estratégico da campanha. Entre as bandeiras levantadas pelo partido para enfrentar a direita estão:

  • A defesa do legado petista;
  • O combate a privilégios;
  • A polêmica pauta do fim da escala 6×1;
  • Luta pela taxação dos super-ricos.

Lula encerrou dizendo que está “motivado para cacete” e que o projeto agora é despertar corações para transformar o país.

Cariri de verdade com Folhapress

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