Na manhã desta quinta-feira (26), o estado da Paraíba amanheceu sob forte movimentação policial com a deflagração da Operação Argos. A ofensiva, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO/MPPB), visa desmantelar uma sofisticada organização criminosa armada especializada no tráfico interestadual de drogas e em um complexo esquema de lavagem de dinheiro em escala industrial.
Gigante Estrutura Operacional
A operação é uma das maiores já registradas no estado, mobilizando um efetivo superior a 400 policiais civis. Além do apoio de diversas delegacias especializadas da Paraíba (como o GOE e a DRE), a ação cruzou fronteiras, contando com a colaboração das Polícias Civis de São Paulo (DENARC e DEIC), Bahia e Mato Grosso.
Ao todo, estão sendo cumpridos simultaneamente 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em 13 cidades diferentes.
Asfixia Financeira: R$ 104 Milhões Bloqueados
O grande diferencial da Operação Argos é o foco na “asfixia patrimonial” do crime organizado. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros que somam exatos R$ 104.881.124,34, divididos entre os núcleos gerenciais e operacionais da quadrilha.
Além das contas bancárias, o sequestro de bens inclui:
- 13 imóveis de alto padrão;
- 40 veículos de luxo, incluindo carros importados e logística de transporte, avaliados em mais de R$ 8 milhões.
O Nome da Operação
O nome “Argos” faz referência ao gigante da mitologia grega que possuía cem olhos, simbolizando a vigilância constante e a capacidade das forças de segurança em enxergar a complexa rede de ilícitos, mesmo em estruturas financeiras aparentemente ocultas.
Até o fechamento desta matéria, as equipes policiais seguiam nas ruas cumprindo as ordens judiciais. Novos detalhes sobre as prisões e materiais apreendidos devem ser divulgados em coletiva de imprensa ao longo do dia.
Cariri de Verdade










