Cidade do Vaticano — O mundo se despediu, na manhã de segunda-feira (21), de uma das figuras mais carismáticas e humanas da Igreja Católica. O Papa Francisco faleceu aos 88 anos, após sofrer um derrame seguido de uma insuficiência cardíaca irreversível. Poucas horas antes de sua morte, o pontífice teve um momento de gratidão e despedida emocionada com seu enfermeiro pessoal, Massimiliano Strappetti.
De acordo com o Vaticano, Francisco começou a apresentar sinais do derrame por volta das 5h30, no horário local (00h30 em Brasília). Consciente da gravidade de seu estado, ele fez um gesto simbólico e tocante: acenou com a mão para Strappetti e agradeceu. Uma de suas últimas palavras ao enfermeiro foi: “Obrigado por me trazer de volta à Praça”, em referência ao retorno à Praça São Pedro, local que sempre representou o coração de seu pontificado e de sua comunhão com os fiéis.
As últimas horas de vida do pontífice foram descritas como serenas. Mesmo debilitado, Francisco passou o Domingo de Páscoa próximo aos fiéis. Em um gesto inesperado, percorreu a Praça São Pedro a bordo do papamóvel, saudando cerca de 35 mil pessoas que celebravam a data sagrada. Após o encontro, o Papa descansou durante a tarde e participou do jantar. Na manhã seguinte, veio o episódio fatal.
Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, deixa um legado marcado pelo acolhimento, pela simplicidade e por uma visão pastoral voltada aos mais vulneráveis. Seu gesto final de gratidão e humanidade — a despedida silenciosa e serena ao seu cuidador — resume o espírito de um líder que nunca deixou de colocar o outro em primeiro lugar.
O Vaticano ainda não divulgou detalhes oficiais sobre o funeral, mas multidões já começam a se reunir em Roma para prestar as últimas homenagens ao Papa que transformou o papado com seu jeito humilde e coração aberto.
CARIRI DE VERDADE










