Após meses de tensão no Caribe, os Estados Unidos intensificaram neste sábado (3) a ofensiva política e militar contra o governo de Nicolás Maduro, elevando sanções, bloqueando navios petroleiros e ampliando operações marítimas perto da costa venezuelana. Washington diz agir para combater o narcotráfico e proteger a segurança regional, enquanto Caracas acusa os EUA de tentativa de golpe e violação da soberania.
Para especialistas, os interesses vão muito além das drogas. A Venezuela concentra as maiores reservas de petróleo do mundo, um ativo estratégico para reduzir preços de combustíveis nos EUA e pressionar a economia venezuelana. Além disso, pesa a forte aproximação de Caracas com a China, que hoje recebe a maior parte do petróleo venezuelano em acordos bilionários, movimento visto por Donald Trump como ameaça direta à influência americana na América Latina.
A ofensiva também mira abrir espaço para empresas dos EUA e retomar uma política baseada na Doutrina Monroe, que trata a região como área prioritária de influência de Washington. O recado é claro: conter a presença chinesa, garantir acesso a recursos estratégicos e reforçar a hegemonia dos EUA no continente.
Cariri de Verdade Com g1










