Antes de tudo, é preciso deixar claro: a análise é opinião deste colunista. O que vem das ruas são apenas comentários, conversas de bastidores e o tradicional “ouvi dizer” que sempre fez parte da vida social de Serra Branca, na maioria das vezes com resultados pouco positivos para uma terra tão poderosa e ainda subexplorada em seu verdadeiro potencial.
E, convenhamos, por aqui, muitas vezes a chamada “rádio fofoca” antecipa fatos antes mesmo de qualquer nota oficial. Isso ocorre, em parte, porque a comunicação da gestão ainda não dialoga como deveria: falta empatia e proximidade com a população. Persistem restrições da velha cultura da “panela fechada”, aquela que impede que a verdade e os resultados apareçam com clareza. Prevalecem, muitas vezes, vantagens para pequenos grupos de amigos. Quem conhece a história sabe: há sempre um pé lá e outro cá, num formato oportunista já bastante conhecido.
O que se comenta nos bastidores
O murmúrio que circula pela cidade aponta para possíveis ajustes no primeiro escalão da gestão Alexandre. O nome mais citado nessas conversas é o do vereador licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, o sempre sorridente, generoso e simpático Diego de Zé Pão Doce. Reforço: trata-se de comentários de bastidor, não de informação confirmada.
A rua fala primeiro
Segundo essas conversas informais, Diego estaria sendo cogitado para o comando da Secretaria de Saúde. Aqui entra minha opinião: a Saúde é um dos setores mais sensíveis de qualquer gestão e exige presença, escuta, diálogo e ação direto com a população. É uma pasta que demanda atuação política e social intensa, justamente um dos gargalos percebidos no atual governo.
Reconhecimento ao trabalho técnico
É justo registrar que Neto Lima, atual secretário, não é apontado como alguém que tenha falhado tecnicamente. Sua possível saída estaria muito mais ligada a uma readequação político-administrativa da gestão. Neto tem competência e, ao que tudo indica, deverá ser bem aproveitado pelo governo municipal em outra função.
Comunicação: onde continuo criticando fortemente
Aqui falo com total clareza: a crítica à comunicação da Prefeitura é minha. Há um excesso de preocupação com vídeos meramente estéticos, sem a empatia necessária, e pouca entrega de um diálogo mais amplo e próximo com a população. Comunicação pública não pode se resumir a vídeos bonitos, esteticamente bem produzidos, mais com conteúdos repetidos e formatados apenas para redes sociais.
O cidadão quer saber onde buscar atendimento, quando o serviço vai funcionar e por que não está funcionando. Quer proximidade, explicação e presença. Coisinha arrumadinha demais não gera liga, não cria empatia, não chega junto.
Conclusão
A gestão tem muitos méritos e serviços prestados, isso é inegável. Mas governar também é corrigir rumos. Eventuais mudanças em áreas estratégicas não devem ser tratadas como algo sem sentido, nem como discurso de uma oposição derrotada ou de críticos históricos que conhecem os problemas da cidade, mas nunca conseguiram conduzi-la com seriedade.
Serra Branca já produziu muitas mentes brilhantes, muitas delas forçadas a partir por falta de oportunidades. A elas se somam os chamados, de forma pejorativa, “forasteiros”, que chegam, criam laços, passam a amar a cidade e ajudam em sua reconstrução. Com os ajustes necessários, esta gestão tem condições de se consolidar cada vez mais como uma das melhores dos últimos tempos.
No fim, esta é apenas a opinião de quem escreve, com franqueza e disposição para rever excessos quando necessário. O burburinho vem da rua, e quando ele encontra a análise, o alerta está dado. Nem tudo é fofoca negativa, mas tudo exige equilíbrio.
Josinaldo Ramos










