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PINGA FOGO🔥: Campina e a Escolha entre o Diálogo Que Busca Soluções ou Seguir Para o Caos ✝️⚔️

Campina Grande, a histórica Rainha da Borborema, está perigosamente caminhando para um abismo onde os problemas de gestão se transformam em guerras políticas, nas quais o maior perdedor é o cidadão. A gestão municipal, ao ajuizar cinco ações de execução fiscal contra o Centro de Ensino Superior e Desenvolvimento (Cesed), mantenedor da Unifacisa, cobrando R$ 33,6 milhões em ISS, escolheu judicializar o conflito com um de seus principais empregadores em meio a um cenário de profunda tensão.

Esta atitude, embora tecnicamente possível de cobrança de impostos devidos, é, estrategicamente, um erro de cálculo no momento que ameaça o desenvolvimento local. O empresário Dalton Gadelha tem denunciado publicamente o atraso nos repasses da Secretaria de Saúde ao Hospital HELP, uma unidade filantrópica de alta complexidade com centenas de leitos. As investigações indicam que a disputa não é apenas retórica: a Justiça da Paraíba, recentemente, já determinou que a Prefeitura repassasse mais de R$ 17 milhões à Fundação Pedro Américo (mantenedora do HELP), reconhecendo que a retenção de recursos, inclusive de emendas parlamentares impositivas, era indevida. O hospital, em determinado momento, chegou a cobrar judicialmente cerca de R$ 42 milhões.

A Dimensão do Risco: O Peso do Grupo Gadelha

A coincidência temporal da ação fiscal contra a Unifacisa com o litígio sobre o HELP levanta a suspeita de que a questão tributária, que deveria ser técnica, esteja sendo usada como arma política. Esta prática de “trocar o desenvolvimento pela briga” é o grande risco que Campina Grande corre, esquecendo que o povo existe e depende de quem investe.

A cidade cresceu, historicamente, graças aos seus forasteiros, aos tropeiros da Borborema que trouxeram a cultura do comércio e do desenvolvimento para o povo de Campina Grande. Hoje, o Grupo Gadelha e a Unifacisa são a personificação contemporânea desse espírito empreendedor:

  • Pilar da Saúde: O Hospital HELP não é apenas um negócio, é um polo de saúde com 400 leitos projetados, fundamental para o atendimento de alta complexidade no SUS, vital para a saúde de toda a macrorregião. A paralisação ou a instabilidade desse serviço tem um impacto direto na vida e na morte dos paraibanos.
  • Pilar da Educação: A Unifacisa é uma das maiores instituições privadas de ensino superior da Paraíba, atraindo estudantes, gerando empregos maciços no ensino e na área técnica, e elevando o nível intelectual da Rainha da Borborema. O seu papel na formação de quadros para a medicina e tecnologia é indispensável.

É crucial fazer o cotejo com a política de incentivos fiscais: empresas como a Alpargatas recebem generosos apoios e reduções tributárias para manterem milhares de empregos. É o pacto legítimo do desenvolvimento. O Dr. Dalton Gadelha, homem de reconhecida inteligência e um dos principais geradores de empregos, merece um tratamento que priorize o diálogo e a conciliação antes da hostilidade, mesmo que a dívida de impostos venha a ser legítima.

A história serve de alerta: o capital é nômade. Se o Grupo Gadelha, que é fundamental para a saúde e educação da cidade, for hostilizado, pode buscar outras praças. O Grupo São Braz já se mudou para Cabedelo, e a Aurora encontrou mais afagos no governo de Pernambuco, instalando seu parque fabril na rival Caruaru com a Vitamassa.

Em um cenário onde outras regiões do estado evoluem rapidamente, Campina Grande já não pode se dar ao luxo da arrogância política. A sua permanência como polo regional depende de sua força inquestionável na Educação, Saúde e Serviços. Se, por intransigência política, a cidade continuar a praticar uma cultura de afugentar quem emprega e investe, e o não reconhecimento pelos que fazem sua ciência e tecnologia de ponta, o que restará da Rainha da Borborema? A gestão precisa colocar as barbas de molho: o custo de um investidor importante que se cansa é sempre maior que o valor de qualquer imposto cobrado. O povo, com seus empregos e a qualidade de seus serviços essenciais, exige que os problemas da cidade sejam tratados com inteligência estratégica, e não como mera briga de poder, como se já não bastasse a forma politiqueira como tratam o Maior São João do Mundo, outra riqueza que a cidade carrega.

JOSINALDO RAMOS

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