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PINGA FOGO🔥: Câmara de Serra Branca abre trabalhos em 2026 com um “replay” de 2025

Teve início na noite desta terça-feira (10) o período legislativo de 2026 na Câmara Municipal de Serra Branca, a Casa Leidson da Silva. Como já era esperado, a primeira sessão entregou ao público um roteiro bastante conhecido: situação e oposição repetindo o mesmo comportamento visto durante boa parte de 2025, entre acusações, defesas e debates acalorados em torno da gestão do prefeito Alexandre.

É preciso reconhecer, no entanto, que, apesar do clima de “déjà vu”, a atual legislatura demonstra mais movimentação do que a anterior, quando a Câmara vivia a fase do “tá tudo dominado”, marcada por pouca cobrança, debates tímidos e quase nenhuma fiscalização efetiva.

A OPOSIÇÃO

Na oposição, a vereadora Mércia manteve sua postura tradicional: firme, combativa e sem recuar. Porém, em alguns momentos, as críticas direcionadas hoje à gestão Alexandre lembram situações semelhantes ocorridas no governo Souzinha, ao qual ela dava sustentação política. Esse contraste não passa despercebido por parte da população, que enxerga aí uma contradição e, para alguns, até uma aposta no esquecimento coletivo.

Talles Macedo, por sua vez, cumpre o papel de crítico com mais tecnicidade, enquanto Leka Brito vem se consolidando como o nome mais equilibrado entre os que se posicionam com frequência, evitando esticar demais a corda nos embates.

A SITUAÇÃO

Na base governista, o vereador Diógenes segue como um dos mais incisivos nas falas, defendendo o governo de forma pontual e inteligente, além de dar boas respostas às críticas vindas da oposição, postura que reflete, inclusive, sua atuação profissional como advogado. Paulo Sérgio de Raquel também segue o coro, reforçando a defesa do governo Alexandre.

Foi sentida na sessão a ausência do vereador Ronaldo da Cerâmica, apontado por muitos como um dos parlamentares com trabalhos mais constantes prestados ao município, inclusive fora da Casa Leidson da Silva, onde sua atuação costuma ser percebida como mais efetiva.

Enquanto isso, os demais vereadores seguem no estilo tradicional da política serra-branquense: observando, “pagando pra ver” e tocando seus mandatos sem mergulhar, de fato, nos debates mais duros.

Na presidência, Hércules Holanda continua surpreendendo pela condução equilibrada e “mineira” dos trabalhos, sempre fortalecendo sua posição no jogo político. E não é pouca coisa. Hércules conseguiu articular sua reeleição no comando da Casa com habilidade, embora o processo tenha sido alvo de críticas silenciosas, daquele jeito bem típico de Serra Branca: muita conversa de bastidor e pouca exposição pública.

Para 2026, a expectativa da população é clara: além dos discursos e discussões, que a Câmara apresente projetos mais relevantes, com proposituras que realmente impactem a vida do povo. O Legislativo não existe apenas para fiscalizar e criticar, mas também para propor soluções e ajudar a cidade a avançar.

A “menina dos olhos” da sessão extraordinária foi, naturalmente, a gestão do prefeito Alexandre. Apesar de ser necessário considerar o “tamanho do buraco” herdado, há avanços visíveis em áreas importantes. Na organização orçamentária, a chegada do experiente contador Joilton Gonçalves já começa a refletir em maior controle financeiro. No esporte, o trabalho técnico e esforçado do professor Galeguinho vem apresentando resultados. Na educação, o secretário Eduardo Felipe assume diante de fortes limitações orçamentárias, mas com expectativa de melhorias, entre outros nomes.

Por outro lado, permanecem gargalos sérios que exigem correções urgentes. A saúde segue sendo alvo de denúncias, especialmente relacionadas à falta de medicamentos. Já a comunicação da gestão ainda está muito distante da grande massa e da qualidade técnica esperada, falhando em divulgar ações, responder críticas e se aproximar da população. Comunicação, como tenho dito, pode, e deve, ser muito mais ativa do que a que vem sendo praticada pela Prefeitura.

No fim das contas, Serra Branca precisa de equilíbrio, técnica e efetividade nas ações. Há, sim, muito a consertar, mas também houve evolução em diversas áreas. Esse reconhecimento precisa partir até da oposição, para que a crítica não soe como simples birra política, mas como cobrança justa, necessária e verdadeiramente em favor do povo.

FELIZ ANO NOVO!

Cariri de Verdade – Josinaldo Ramos

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