Seja bem vindo! Somos Portal de Notícias, TV e Web Rádio

Ouça agora

PINGA FOGO🔥: Nessa Vida de Gado, Será Que o Povão Ainda Está Tão Marcado Assim?

Com a aproximação das eleições de 2026, o povo do Cariri paraibano precisa assumir, de vez, um papel ativo, crítico e responsável no processo democrático. Não se trata apenas de escolher nomes, mas de decidir o futuro da região e do país. É hora de votar com consciência, informação e independência, sem cair em discursos vazios, marketing exagerado ou na conversa fácil de cabos eleitorais interessados apenas em benefícios próprios.

Como sempre acontece, já estão aparecendo os chamados “campeões de votos”, muitos deles mais conhecidos hoje como campeões de rejeição popular, sustentados não por trabalho prestado, mas pelo barulho, pela influência artificial, pela exploração do prestígio da massa e pelos velhos jeitinhos brasileiros de se manter na política. É preciso deixar claro: o voto é individual, secreto e intransferível. Ninguém vota por ninguém. Ninguém é dono do voto do povo.

O Cariri não pode mais aceitar promessas de ocasião nem a velha prática de tratar o eleitor como massa de manobra, o “gado”. O povo não deve permitir que muitos se aproveitem da força popular e do suor da população sem devolver quase nada em trabalho, resultados ou compromisso real. Chegou a hora de botar esse povo para trabalhar de verdade, ou então tirá-los do jogo democrático.

Diante disso, fica a pergunta que incomoda muita gente, mas precisa ser feita: além de Luiz Couto, Efraim e George Morais, João Azevêdo, Lucas Ribeiro, Tovar Correia Lima, Adriano Galdino, Veneziano Vital do Rêgo e George Morais, quem mais chegou antes no rol daqueles que, de fato, beneficiaram os municípios da região? Quem esteve aqui quando ainda não se sentia o cheiro afrodisíaco da política que agora se avizinha?

O voto precisa ser direcionado a quem já provou, com ações concretas, compromisso com a população e com o desenvolvimento regional. Os meros “influencers do voto”, que só aparecem em época de eleição, devem ser reprovados nas urnas. Escolher bem é romper com o curral eleitoral, é afirmar a dignidade do cidadão e usar o voto como ele deve ser usado: instrumento de mudança real, não de enganação repetida.

Vamos pegá-los de surpresa?

A música “Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho, paraibano, é uma metáfora forte e direta sobre a condição histórica do povo brasileiro, especialmente do Nordeste. Ao comparar as pessoas a um “gado marcado”, o artista denuncia um povo conduzido, controlado e explorado, que segue caminhos impostos sem ter, muitas vezes, a chance real de escolha.

A letra critica um sistema social e político herdado da colônia, mantido por oligarquias, coronéis e elites tradicionais, onde o poder se perpetua por meio do medo, da dependência e da miséria. Esse “gado novo” representa gerações que nascem já presas a estruturas arcaicas, submetidas a promessas vazias, favores políticos e à lógica do mando, muito comum no coronelismo nordestino.

Zé Ramalho também aponta para a alienação coletiva, em que o sofrimento é naturalizado e a obediência vira regra. O “novo” do título não significa avanço, mas a repetição do velho ciclo de dominação, agora com outras roupagens. É um alerta: enquanto o povo não rompe com essas amarras históricas, continua sendo marcado, conduzido e explorado.

Em resumo, a música é um grito de consciência, um chamado à reflexão crítica sobre a submissão política, a herança colonial e a necessidade urgente de libertação social e cidadã.

JOSINALDO RAMOS

COMPARTILHE essa notícia

Facebook
WhatsApp