A morte da pequena Liana, de apenas 1 ano de idade, gerou comoção e revolta em Campina Grande após a família denunciar uma possível negligência médica no atendimento prestado no Hospital da Criança e do Adolescente do município.
A bebê faleceu na noite do último domingo (29), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, onde estava internada em estado grave.
De acordo com os pais, o drama começou ainda na sexta-feira (20), quando a criança apresentou sintomas gripais. Desde então, a família buscou atendimento diversas vezes no Hospital da Criança, mas a menina teria recebido alta em diferentes ocasiões, mesmo com a evolução dos sintomas.
O quadro clínico se agravou nos dias seguintes, com episódios de vômito, secreção intensa e, posteriormente, convulsões. Em um dos atendimentos, segundo relato da família, uma médica teria minimizado a situação, afirmando que a mãe estaria “exagerando por ser de primeira viagem”, prescrevendo apenas dipirona antes de liberar a paciente.
Um tio da criança, que é profissional de saúde, afirmou que chegou a sugerir uma intervenção diante da piora do quadro, mas não foi ouvido pela equipe médica.
Com a piora significativa, Liana foi levada novamente ao Hospital da Criança, já em estado crítico, sendo encaminhada diretamente para a ala vermelha. Diante da gravidade, a equipe realizou a transferência imediata para o Hospital de Trauma, onde a bebê foi internada, intubada e permaneceu na UTI até não resistir.
O velório ocorre na manhã desta terça-feira (31), na Câmara Municipal de Remígio. O sepultamento está previsto para as 10h, no cemitério da cidade.
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde de Campina Grande lamentou profundamente a morte da criança e informou que abriu apuração rigorosa sobre os atendimentos realizados. O órgão destacou ainda que solicitou apoio do Ministério Público da Paraíba e do Conselho Regional de Medicina da Paraíba para auxiliar nas investigações.
Segundo a Secretaria, o objetivo é esclarecer os fatos, avaliar a conduta médica e, se necessário, aprimorar os procedimentos para evitar que casos semelhantes voltem a acontecer.
Enquanto isso, familiares e amigos vivem o luto e cobram respostas diante de uma perda que abalou toda a região.
Cariri de Verdade










