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SERRA BRANCA 67 ANOS | O Apóstolo da Educação: O “filho adotivo” que mais fez bem a história da Rainha do Cariri

EDITORIAL | ESPECIAL CARIRI DE VERDADE

Se as pedras da Serra do Jatobá pudessem falar, elas narrariam a trajetória de um homem cujo legado reescreveu o destino de gerações inteiras no Cariri paraibano. O Cônego João Marques Pereira não foi apenas um líder espiritual; foi o arquiteto de uma revolução que resgatou o município do isolamento intelectual. No marco dos 67 anos de Serra Branca, fica o registro histórico: mesmo não sendo filho natural deste chão, o “estrangeiro” vindo de Piancó foi, em atos e entrega, quem mais trabalhou para alicerçar o progresso e a dignidade do nosso povo.

Se as pedras da Serra do Jatobá pudessem falar, elas narrariam a trajetória de um homem cujo legado transformou não apenas sua própria história, mas reescreveu o destino de gerações inteiras no Cariri paraibano. O Cônego João Marques Pereira não foi apenas um líder espiritual; ele foi o arquiteto de uma revolução silenciosa que resgatou o município de Serra Branca do isolamento intelectual, moldando o caráter de nossa gente com o passar das décadas.

O Despertar de uma Missão: De Piancó para a Eternidade

Nascido em 1914, na cidade de Piancó, o Cônego trouxe do Sertão a têmpera necessária para enfrentar os desafios de uma Serra Branca que, na década de 50, ainda engatinhava em infraestrutura. Sob o olhar de hoje, muitos poderiam vê-lo como um “forasteiro” ou até um “aventureiro” em terras caririzeiras, mas ele rapidamente provou que o amor por uma terra se demonstra com obras e atitudes, e não apenas com certidões de nascimento.

Em 16 de fevereiro de 1956, ele não apenas fundou uma escola; ele plantou a semente da independência de um povo. A Escola Profissional Pio XII nasceu do improviso e da fé, ocupando inicialmente a sacristia da Igreja Matriz. Ali, o sagrado e o prático se fundiram, transformando o espaço de oração em oficinas de datilografia, corte, costura e bordado.

O Guardião da Matriz: Rigor e Honra

A influência de João Marques Pereira foi tão profunda que sua presença na cidade tornou-se definitiva. Mesmo conhecido por seu perfil sisudo e muito exigente, o Cônego jamais abandonou seu posto de sentinela. Quando partiu, em 1991, ele não foi levado para o cemitério comum; seu repouso final condiz com sua grandeza. Ele descansa em um lugar de honra máxima: em um mausoléu construído exclusivamente para ele, erguido nos jardins da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Ao lado, a praça que leva seu nome, símbolo da vida social serrabranquense e recentemente reformada em 2025, reforça que ele permanece no centro das atenções, entre a fé que pregava e a educação que fundou por quase quatro décadas de dedicação exclusiva a este chão.

Uma Fonte de Inspiração para o Cariri de Verdade

“Educar é um ato de amor e de fé no futuro.” Esta máxima resume a conduta de um intelectual que, para além de sua sólida formação eclesiástica, exerceu o magistério como missão de vida. Mais do que um título acadêmico, o Cônego possuía a maestria nata, ensinando uma cidade a ler o próprio destino. Enquanto olhamos para a escola estadual que carrega seu nome, e que ainda clama por uma reforma que honre suas linhas originais, lembramos que o “filho de Piancó” deu a Serra Branca sua maior identidade através do conhecimento.

Para nós, do Portal Cariri de Verdade, o Cônego João Marques Pereira é mais do que um personagem histórico; é uma fonte inesgotável de inspiração. Sua determinação em informar, educar e transformar a realidade local é o que guia nossa missão jornalística diariamente. Sob o solo sagrado da Matriz, seu silêncio histórico continua ecoando, ensinando a cada cidadão o valor inestimável da gratidão e do trabalho.

Homenagem do PORTAL CARIRI DE VERDADE. Preservando a história, ajudando a construir o futuro do Cariri!

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