Mesmo com a eleição ainda mais à frente no calendário, a classe política sabe que é preciso “jogar bem” desde já nos tempos de articulação e fortalecimento. No veloz relógio eleitoral, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) mostra que não perde tempo e segue mexendo com habilidade as peças no tabuleiro político da Paraíba.
Com a experiência de quem conhece os caminhos do poder, o emedebista colocou dois nomes de peso, Pedro Cunha Lima (PSD) e Romero Rodrigues (Podemos), como prioridades para compor a chapa liderada pelo prefeito Cícero Lucena (MDB) na disputa pelo Governo do Estado.
Em entrevista à rádio Arapuan FM, Veneziano foi direto: os convites foram feitos de forma clara e respeitosa, deixando a decisão nas mãos de Pedro e Romero. Para o senador, trata-se de uma escolha de foro pessoal, que passa pelo diálogo com bases, aliados e amigos políticos, algo absolutamente natural em um processo que ainda está em construção.
O movimento, no entanto, revela mais do que simples convites. Expõe o poder de articulação de Veneziano, que consegue reunir, na mesma mesa, forças políticas distintas e lideranças com peso eleitoral comprovado. Pedro Cunha Lima, ex-deputado federal e segundo colocado na disputa de 2022, aparece como o cenário considerado “ideal”, segundo o próprio senador. Já Romero Rodrigues, ex-prefeito de Campina Grande, surge como uma alternativa igualmente forte, competitiva e respeitada.
Na sexta-feira (30), durante o evento que oficializou o apoio do PSD a Cícero Lucena, Veneziano deu mais uma demonstração de influência ao tornar público o convite a Pedro, classificando-o como “a melhor opção” para compor a chapa. Pedro, por sua vez, adotou um tom conciliador e reforçou que, compondo ou não como vice, seguirá no projeto político, destacando que o grupo permanece unido e possui outros bons nomes, entre eles o próprio Romero.
E se nenhum dos dois topar? Veneziano foi claro: o MDB tem plano B, plano C e continuará dialogando. Segundo ele, caso Pedro e Romero optem por não disputar a vice, outras alternativas serão buscadas, sem trauma. Mais importante ainda: ambos já sinalizaram que estarão engajados na campanha, pedindo votos e fortalecendo o projeto político.
A leitura nos bastidores é simples: a eleição pode até estar “mais pra frente”, mas o cabeludo já está em campo, organizando o jogo, costurando alianças e mostrando que, no meio da multidão de políticos, ainda sabe como poucos mover as peças certas na hora certa.
Só falta mesmo o Padre Fabrício para abençoar o cenário. O religioso deverá se manifestar nos próximos dias sobre a possibilidade de disputar o Senado, cargo para o qual tem sido cada vez mais cortejado nos bastidores. Resta aguardar os próximos capítulos dessa novela, que só termina em outubro, mas que já dá sinais claros: não será fácil para ninguém.
Cariri de Verdade Com Sistema Arapuan de Comunicação










