O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), voltou a comentar a repercussão de suas declarações ao utilizar as expressões “cipó” e “lapada” ao se referir a adversários políticos. A fala ocorreu nesta terça-feira (24), durante evento de assinatura da ordem de serviço para as obras de revitalização do Porto do Capim.
Cícero explicou que a expressão faz parte da cultura popular paraibana e que sua fala foi interpretada de forma equivocada. “Quem não conhece a Paraíba é quem pode estranhar a expressão que eu fiz ao dizer que é filho do cipó. Tentam me envergar para me quebrar e eu reajo como o cipó reage. Então ali é o texto que infelizmente tem pessoas que ignoram a cultura e as raízes da Paraíba, nem conhece ou às vezes fica sendo treinado para outros objetivos”, declarou.
O prefeito também respondeu às declarações do governador em exercício, Lucas Ribeiro (PP), que mencionou períodos em que “governador resolvia as coisas na bala”. Cícero rebateu a fala e sugeriu que seja feito um levantamento sobre a trajetória das famílias envolvidas no debate político.
“Até aproveitando para falar em violência, é bom que até seja feita uma pesquisa sobre a tradição da minha família e a tradição dos demais em relação à violência. Eu sou um cristão de paz e de amor ao próximo, demonstrado ao longo da minha vida. Podem resgatar toda a minha família e você só vai encontrar isso”, afirmou.
A declaração deu novo tom ao embate político e colocou em evidência a discussão sobre histórico familiar e tradição pública em meio às articulações para as eleições de 2026.
Na noite anterior, Lucas reagiu à metáfora usada por Cícero e afirmou, em entrevista à TV Norte, que não teme “lapada”. “Não, eu não tenho medo de velha política não. Porque velha política já passou. Esse negócio de lapada é coisa de velha política, do passado, de gente que tem saudade de quando o governador resolvia as coisas na bala”, disse.
Ele acrescentou que não tem “saudade desse tipo de gente” e reforçou que sua posição política não será pautada por rancor ou mágoa. “A nossa posição, a nossa fala e o nosso posicionamento sempre vão se sobrepor a esse tipo de atitude”, concluiu.










