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DOIS LADOS: Governo Celebra Recuo de Trump no Tarifaço; Eduardo Bolsonaro Diz Que Mudança Tem Impacto Limitado

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar tarifas extras aplicadas a produtos agrícolas brasileiros repercutiu fortemente no meio político brasileiro. O anúncio, feito nesta quinta-feira (20), eliminou a sobretaxa de 40% que havia sido imposta em julho sobre itens como carne e café, mantendo apenas a tarifa linear de 10% válida para todos os países.

O governo federal comemorou o recuo e atribuiu o resultado à atuação diplomática brasileira. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacaram que a reversão das tarifas representa um alívio para o agronegócio e reforça a credibilidade do país no cenário internacional.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o Brasil “colhe os frutos de uma política externa responsável” e avaliou que a retirada das sobretaxas demonstra a eficácia do diálogo na relação bilateral.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também celebrou a decisão, ressaltando que o governo brasileiro adotou postura “séria e firme” nas negociações. Para ela, o episódio reforça a importância da diplomacia no comércio exterior.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), classificou a medida como uma “vitória para o setor produtivo brasileiro”, destacando que carne, café e outros produtos agrícolas são importantes para a balança comercial. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chamou o anúncio de “excelente notícia” para produtores e exportadores.

O outro lado: Eduardo Bolsonaro minimiza a decisão

Do lado da oposição, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março, apresentou outra leitura sobre o recuo norte-americano. Segundo ele, a retirada da tarifa adicional não representa uma vitória diplomática do governo Lula.

Eduardo afirmou que a medida anunciada por Trump apenas retira “alguns itens” da lista de produtos incluídos no tarifaço de julho, mas mantém a tarifa geral de 10% aplicada igualmente a todos os países. Para ele, o impacto do anúncio é limitado.

“É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje. Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros”, afirmou em uma postagem nas redes sociais.

O deputado também criticou o que considerou uma “exageração” nas comemorações de aliados do governo, defendendo que o Brasil ainda enfrenta desafios maiores no comércio exterior e que as barreiras tarifárias são influenciadas por fatores econômicos e geopolíticos mais amplos.

Contexto

O tarifaço americano havia causado preocupação no setor agroexportador brasileiro, especialmente em segmentos como carnes, café e derivados. A reversão parcial anunciada por Trump tende a reduzir o impacto sobre produtores e manter a competitividade do Brasil no mercado dos Estados Unidos, um dos principais destinos de produtos agropecuários brasileiros.

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