O tenente Gustavo, do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), apresentou sua versão sobre a ocorrência registrada na quinta-feira (8), durante um protesto na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande. O episódio terminou com um estudante algemado e conduzido à Central de Flagrantes, gerando questionamentos sobre a abordagem policial.
Segundo o relato do militar, a confusão começou quando três pessoas que não pertenciam à universidade tentavam retirar cartazes com conteúdo político, enquanto estudantes procuravam impedir a ação. Durante a ocorrência, a equipe policial também recebeu uma denúncia de possível injúria racial contra uma estudante.
Um dos pontos de divergência diz respeito ao contato entre o estudante e o policial. Conforme a versão apresentada pelo tenente Gustavo, quando os policiais deixavam o local, um dos envolvidos teria cuspido em seu rosto e o chamado de “fascista”. O militar afirmou que o homem foi preso em flagrante em razão da conduta relatada.
A versão do policial difere da apresentada pelo estudante, que negou ter cuspido no agente e afirmou que cuspiu no chão. Vídeos gravados durante a abordagem também passaram a ser utilizados por manifestantes para questionar a atuação policial e o uso de algemas.
Ao final da ocorrência, duas pessoas foram conduzidas à Central de Flagrantes: uma suspeita de injúria racial e outra por suspeita de injúria real e desacato, conforme o relato policial.
O caso envolve versões distintas sobre os acontecimentos no campus, incluindo a retirada dos cartazes, a denúncia de injúria racial e a abordagem que resultou na prisão do estudante. As circunstâncias e as responsabilidades dos envolvidos dependem da apuração das autoridades competentes.
CARIRI DE VERDADE









