O Campinense Clube vive um momento de reconstrução administrativa e financeira antes de iniciar o planejamento definitivo para a Copa Paraíba 2026. À frente da nova gestão, o presidente William Simões colocou a reorganização das contas como prioridade e afirma que o clube precisa recuperar o equilíbrio financeiro antes de voltar a fazer investimentos mais elevados no futebol.
De acordo com o dirigente, o Campinense continua com 100% das receitas bloqueadas por decisões judiciais, situação que dificulta o funcionamento da instituição e limita a capacidade de planejamento para a próxima competição. Simões também revelou que existe uma tentativa de retomar um acordo que permitiria ao clube receber 20% das receitas que ingressarem.
A dificuldade financeira ganhou força durante a temporada de 2026. Para disputar o Campeonato Paraibano, o clube trabalhou com uma folha salarial projetada em aproximadamente R$ 400 mil, além de uma comissão técnica considerada de alto custo para a realidade atual da Raposa. O investimento ajudou o time a conquistar uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027, mas também deixou uma série de compromissos financeiros.
Entre as pendências estão débitos com atletas, integrantes da comissão técnica, advogados e fornecedores. A nova administração já conseguiu quitar quatro meses de salários atrasados dos funcionários fixos do clube, mas ainda existem outras obrigações a serem resolvidas.
A atual situação também está relacionada à mudança no comando administrativo. William Simões assumiu definitivamente a presidência após a destituição de Flávio Torreão, em meio a uma crise que envolveu atrasos salariais, questões financeiras e outros problemas administrativos. Ao assumir, Simões anunciou a realização de uma auditoria nas contas para buscar um diagnóstico mais detalhado da situação encontrada.
Agora, a orientação da nova gestão é trabalhar com cautela. Antes de definir treinador, comissão técnica e elenco para a Copa Paraíba, o clube pretende avançar na solução das pendências e estabelecer uma estrutura financeira que permita disputar a competição sem repetir os problemas que marcaram a temporada.
A Copa Paraíba 2026 representa uma oportunidade importante para o Campinense. A competição retorna ao calendário estadual após 14 anos e dará ao campeão uma vaga na Copa do Brasil de 2027. Por isso, a Raposa precisa conciliar a necessidade de reconstrução financeira com a preparação de uma equipe competitiva.
O cenário coloca o Campinense diante de um desafio que vai além das quatro linhas: reorganizar a casa, recuperar a capacidade financeira e, a partir daí, construir um projeto esportivo sustentável.
Para um clube de tanta tradição no futebol paraibano, o momento é de cautela, mas também de reconstrução. A nova administração terá pela frente a missão de equilibrar as contas sem deixar de lado a necessidade de formar uma equipe capaz de buscar, na Copa Paraíba, o caminho para voltar a disputar uma competição nacional em 2027.
DA ELIMINAÇÃO À GRANDE CRISE: Campinense vive turbulências dentro e fora de campo
O Campinense foi eliminado pelo Sousa na semifinal do Paraibano 2026 e, posteriormente, enfrentou uma crise administrativa marcada por atrasos salariais, dívidas e questionamentos sobre a gestão. O então presidente Flávio Torreão foi afastado e depois destituído, dando lugar a William Simões, que assumiu com a missão de reorganizar as finanças e realizar uma auditoria no clube. Agora, a Raposa prioriza a reconstrução administrativa e financeira antes de montar o elenco para a Copa Paraíba e a temporada 2027.
O QUE ESPERAR DA RAPOSA: Campinense busca reconstrução para voltar ao protagonismo
Apesar da crise, o Campinense tem torcida forte, tradição e um dos maiores títulos do futebol paraibano: a Copa do Nordeste de 2013, além do vice-campeonato em 2016. Com reorganização financeira, novos patrocinadores, parceiros e apoios, a expectativa é que a Raposa recupere a confiança e volte a ocupar espaço de destaque no futebol paraibano e nordestino.
CARIRI DE VERDADE








