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MAUS TRATOS: Criança autista teria sido perfurada na cabeça com seringa dentro de creche em Monteiro

Uma criança de 4 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido perfurada na cabeça com uma seringa com agulha por uma professora dentro de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri da Paraíba.

Segundo a família, o episódio aconteceu no dia 7 de julho, mas os pais só foram comunicados pela unidade de ensino em 3 de agosto, quase um mês depois. O caso é investigado pela Polícia Civil e por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela Prefeitura de Monteiro.

Documentos apresentados à família apontam que cuidadoras teriam presenciado o momento em que a professora pegou o menino de forma brusca e o perfurou com uma seringa, que teria sido retirada de um estojo de lápis. Ainda conforme o registro, a criança chorou e apresentou sangramento na cabeça.

A professora nega ter furado o menino. Segundo a família, ela teria declarado que apenas ameaçou pegar uma seringa para repreender a criança e que, depois, percebeu o sangramento e limpou a cabeça do aluno.

família afirma que só soube dos detalhes quase um mês depois

A mãe, Jéssica Lima, contou que a família já havia percebido mudanças no comportamento do filho antes de tomar conhecimento do episódio. Por isso, quando foi chamada para uma reunião na creche, acreditava que o assunto seria relacionado ao comportamento da criança.

Na reunião, realizada em 3 de agosto, os responsáveis foram informados sobre a abertura de um processo administrativo e receberam a oferta de acompanhamento psicológico. Segundo Jéssica, porém, os detalhes só foram conhecidos posteriormente, após a família ter acesso ao relatório da ocorrência.

Em conversa gravada em casa, o menino teria relatado que a professora levou uma seringa para a sala e apontado para a cabeça ao ser questionado sobre onde o objeto teria sido utilizado. Em outro momento, teria dito: “Muitas agulhas, muitas agulhas”.

caso é investigado pela polícia e pela prefeitura

A mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Monteiro em 7 de agosto. O documento classifica o caso como maus-tratos.

Além da investigação policial, a Prefeitura de Monteiro instaurou um Processo Administrativo Disciplinar. Em 11 de setembro, os pais prestaram depoimento à Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD).

A família também afirmou ter procurado a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e o Ministério Público para buscar providências.

Jéssica relatou ainda que recebeu, durante uma reunião, a informação de que a professora utilizaria uma seringa para assustar crianças e fazê-las obedecer. Segundo a mãe, essa informação não aparece no relatório da ocorrência apresentado à família.

CARIRI DE VERDADE

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