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ORGULHO PARAIBANO: peças em algodão produzido na Paraíba ganha destaque no casamento de Juliette

O algodão produzido por agricultores familiares da Paraíba ganhou destaque especial na decoração do casamento da cantora Juliette. Cerca de 12 mil galhos com capuchos de algodão branco e colorido, cultivados no Assentamento Queimadas, no município de Remígio, foram utilizados na ornamentação da cerimônia, realizada na Capela de Nossa Senhora das Graças, no Instituto Ricardo Brennand, no bairro da Várzea, em Recife (PE).

O material foi adquirido diretamente de agricultores e agricultoras ligados à Associação Rede Borborema de Agroecologia. Do total utilizado, aproximadamente cinco mil galhos eram de algodão branco e sete mil de algodão colorido. A colheita e o transporte foram realizados com cuidado para preservar a qualidade do produto até sua utilização na celebração.

A participação da produção paraibana no casamento tem uma história que começou antes da cerimônia. Em setembro, Juliette esteve em Remígio, onde conheceu de perto o trabalho das famílias que integram a Rede Borborema de Agroecologia. A iniciativa fortalece a agricultura familiar, valoriza práticas sustentáveis e amplia o reconhecimento da produção agroecológica desenvolvida no estado.

Outro detalhe que chamou a atenção foi a preocupação com o reaproveitamento do material. A pedido da própria cantora, após a cerimônia, os galhos de algodão foram recolhidos e devolvidos às famílias agricultoras, evitando o desperdício e permitindo que a produção retornasse ao seu ciclo econômico.

Nas redes sociais, Juliette destacou a importância da iniciativa e tratou o algodão como um convidado especial da celebração. A cantora ressaltou que, além de embelezar a festa, o produto voltará à cadeia produtiva, podendo ser transformado em roupas, calçados e outros artigos, enquanto parte das sementes também poderá ser aproveitada.

“O mais legal em tudo isso é que o algodão, exaltado como a joia que é, volta à cadeia produtiva. Assim que terminou a cerimônia, os agricultores foram lá, colheram o algodão e ele vai voltar para virar roupa, tênis. É como se eles tivessem duas colheitas. O algodão, que é o nosso ouro paraibano, nosso ouro branco e agora colorido também, vai virar semente. Vai para o mundo inteiro. Agora volta à cadeia produtiva”, destacou Juliette.

A iniciativa representa uma importante vitrine para a agricultura familiar paraibana. Mais do que integrar a decoração de um casamento de grande repercussão, o algodão de Remígio levou ao cenário nacional o trabalho de famílias agricultoras que produzem com responsabilidade ambiental, valorizam a identidade regional e demonstram que tradição, sustentabilidade e geração de renda podem caminhar juntas.

CARIRI DE VERDADE

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