Depois de quase quatro décadas no batente da comunicação, aprendi uma regra que nunca falha: o público sempre devolve a verdade. E o serrabranquense, hoje, está mais atento do que nunca. O clima nas ruas, nos bastidores e nas rodas de conversa é o mesmo: “vamos pagar pra ver”. Nada de pressa, nada de empolgação vazia, é análise fria, racional, cidadã.
O povo está medindo tudo: quem denuncia, o que denuncia, como denuncia e, principalmente, quem está por trás de cada narrativa. Serra Branca acordou. Aquele tempo de cair na conversa de oportunistas parece ter ficado no passado.
E isso vem de uma sabedoria amadurecida pela dor. A cidade cansou, cansou de apanhar, de ser manipulada, de ser tratada como massa de manobra por quem sempre se julgou dono do pedaço, carregando o velho “rei na barriga” e vivendo a vida inteira pendurado na mamadeira pública. Essa turma que transformou atraso em método, derrota em rotina e interesse próprio em política pública.
Mas os tempos mudaram, a maioria dos serrabranquenses, trabalhadores, pais e mães de família, gente que ama a terra, está mais traquejada, mais desconfiada e mais exigente. O desejo agora é claro: projetos, desenvolvimento, avanço real. E, convenhamos, essa cobrança deveria ecoar com ainda mais força nos gabinetes, nos corredores do poder, em João Pessoa e Brasília.
RECONHECIMENTO NÃO É FAVORES, É JUSTIÇA
E se é para falar com sinceridade, vamos falar até o fim: João Azevêdo foi, sim, o governador que mais entregou para a maioria dos municípios da Paraíba. Serra Branca inclusa.
Isso não é salvaguarda política, é reconhecimento factual. Porque quando o mérito é de alguém, negar é apenas um desserviço à memória e à lucidez coletiva.
O papel do povo é cobrar. O papel do gestor é entregar. Mas o papel da imprensa, o nosso papel, é lembrar quem fez, quem não fez e quem tenta pegar carona no esforço dos outros.
E nessa nova fase que a cidade vive, com um eleitor cada vez mais crítico e menos ingênuo, quem insistir em velhos esquemas, narrativas de conveniência e promessas recicladas vai acabar enfrentando exatamente O RESULTADO das próprias escolhas.
Porque Serra Branca não é mais terra de bobos. É terra de gente acordada. E quem quiser comandar essa gente vai ter que provar serviço, sem rei na barriga e sem mamada no erário, porém com muito espirito de liderança.
Nosso muito obrigado ao padre e a outras figuras pela seletividade das denúncias que, embora ‘magnífica e genial’ para alguns, é, para mim, muito equivocada; no entanto, foi essa didática controversa, somada à ebulição das paixões políticas nacionais descontroladas e ao impacto das fake news, que fez o povo também colocar as ‘barbas de molho’, despertando-o para uma nova era de ceticismo e vigilância cívica em relação ao que é comunicado. A era de ‘botar papa na boca’ de muitos acabou!
Serra Branca não é terra de bobos, e sim de gente acordada. Quem quiser comandar este povo terá que provar serviço ou buscar outras manobras, sem ‘rei na barriga’, sem privilégios para si e para alguns poucos, muitas obras e ações de desenvolvimento e com muito espírito de liderança. É o que clama o seu povo!
JOSINALDO RAMOS










